A V I S O


I am a Freemason and a member of both the regular, recognized ARLS Presidente Roosevelt 75 (São João da Boa Vista, SP) and the GLESP Grande Loja do Estado de São Paulo, Brazil. However, unless otherwise attributed, the opinions expressed in this blog are my own, or of others expressing theirs by posting comments. I do not in any way represent the official positions of my lodge or Grand Lodge, any associated organization of which I may or may not be a member, or the fraternity of Freemasonry as a whole.

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sábado, 19 de fevereiro de 2011

Pentateuco

Nebulosa (c) Microsoft
Coloco hoje aqui alguns apontamentos de uma das aulas (estudos no Pentateuco) do curso de Teologia que faço no Mackenzie, e que recomendo a todos  http://ead.mackenzie.br/cpaj .  Te convido a refletir comigo uma das passagens mais impactantes que existe nas Sagradas Escrituras. Refiro-me aos acontecimentos da libertação dos judeus do domínio egípcio (com as diversas idas de Moisés ao Faraó e as pragas que sobrevieram), e sua jornada pelo deserto, por 40 anos. Os fatos abrangem Exodo 4 a 32.  Abaixo temos os pontos principais (entre tantos outros que se poderia ressaltar...) que ora destaco.

A idéia de ‘fugir’ do Egito já estava prevista no Plano original de Deus:
Era necessário que o povo padecesse e fosse provado no deserto, conforme Deuteronomio, 2 e 6 e, além disso, Deus já havia feito saber a Abrão o que sucederia à sua posteridade (Genesis 15, 13 a 16), e isto seria para confirmar a palavra que Deus jurou a Abraão, Isaque e  Jacó (Deuteronomio 9, 4 a 6). 

As idas de Moisés ao Faraó:
a) Na primeira vez que Moisés foi a Faraó, sua a petição era, em nome de Deus, “deixar ir do Egito os filhos de Israel, para que me sirvam no deserto” (Ex 7: 2); Moisés deveria fazer sinais para que acreditassem nele, como lançar o bordão para que virasse serpente. Ainda assim o coração do Faraó se endureceu (7: 13). Como resultado, adveio a primeira praga (7: 17) – as águas se tornarão em sangue. Os egípcios cavaram poços para beber.
b) Na segunda vez que Moisés foi a Faraó,  8:1, a petição foi igual à que vemos em 7: 2, e ‘se Faraó se recusar, castigarei com rãs’segunda praga. Faró pediu ( 8: 8) para Moisés tirar a praga e prometeu libertar o povo. Deus fez conf. Moisés falou (v. 13); Faraó, aliviado, não cumpriu, endureceu seu coração. Deus ordena a Moisés: dize a Arão – estende o bordão para que o pó da terra se torne em piolhos – terceira praga. Os magos não puderam igualar: “isto é o dedo de Deus” (v. 19). Ainda assim Faraó não os ouviu.
c) Pela terceira vez, Moisés vai a Faraó, com a mesma petição (8: 20). Caso não deixasse ir, Deus mandaria um enxame de moscas – quarta praga (v. 25). Faraó promete (v. 30); Moisés ora (v. 31), Deus atende Moisés e tira as moscas; Faraó não cumpre sua palavra.
d) Pela quarta vez (9: 1), a petição é igual à do 7: 2. Se o Faraó recusasse, sobreviria a peste no rebanho – quinta praga. No verso 6, vemos que morre todo o gado egípcio e nenhum dos judeus. Ainda assim Faraó endurece o coração e não deixa o povo ir. Deus manda a sexta praga – úlceras, pegas inclusive pelos magos! Lemos, em 9: 12, que o Senhor endureceu o coração do Faraó e ele “não os ouviu”.
e) Pela quinta vez, Moisés vai a Faraó e renova (9: 13) a mesma petição vista em 7:2. Vemos, no vv. 18, 22, que Deus manda a sétima praga – a chuva de pedras. Moisés estende o bordão e cai chuva copiosa de pedras e fogo, menos em Gósen, onde estavam os judeus. Faraó diz “esta vez pequei” e promete (v. 28). Deus atende ao pedido de Moisés (v. 33), mas Faraó torna a pecar (v. 34), ao ver que a chuva de pedras cessou...
f) Na sexta vez que Moisés vai ter com Faraó (10: 1) e exclama ‘até quando recusarás humilhar-te, ó Faraó?’ A petição é a mesma ‘deixai o povo ir para que me sirva’. Pela dureza do Faraó, a oitava praga – gafanhotos, é ministrada. Faraó diz que ‘só os homens podem ir’. Eram muito numerosos os insetos (v. 14) e vemos, no v. 16, Faraó dizer  novamente ‘pequei’...Lemos que (v. 19) após Moisés orar, Deus livra o Egito da praga mas, no v. 20, ainda assim ‘Deus endureceu o coração do Faraó’. Moisés estende a mão e houve tenebrosa treva por 3 dias – é a nona praga. Faraó promete (v. 24), mas o Senhor endurece o coração do Faraó (v. 27).  Assim, Deus diz a Moisés – ‘darei mais uma praga’ (11: 1) a décima praga: morrerá todo primogênito (11: 5; 12: 29), ‘então Faraó vos deixará ir’. O porquê destas coisas? No v. 9, diz o Senhor a Moisés – ‘Faraó não vos ouvirá, para que as minhas maravilhas se multipliquem na terra do Egito’. Mas depois deste último sinal, lemos em 12: 31 que faraó chama Moisés e Arão e ordena, finalmente,  que se vão.

Sobre a jornada no Deserto:
A pretensa ‘demora’ para Deus cumprir as promessas feitas aos Patriarcas (os descendentes de Abraão esperaram 4 gerações para vê-las, principalmente a Terra Prometida) deveu-se, podemos ver pelos diversos versículos, à contaminação, abominada por Deus, das terras que seriam dadas ao seu povo santo por parte dos habitantes que lá estavam anteriormente. Sendo Deus Santo, nada impuro pode acercar-se d’Ele, e seu povo eleito deveria saber, assimilar e imbuir-se desta necessidade de santidade. 

Creio, adicionalmente, pela perfeição do Plano Celestial, que sempre provê o aperfeiçoamento dos Santos - Deus proveu tudo para que o Pacto fosse efetivo – mesmo em Deuteronomio, no capítulo 8, nos versos 2 e 6 vemos que “o Senhor te guiou no deserto estes 40 anos para te humilhar, para te provar, para saber o que estava no teu coração, se guardarias ou não os seus mandamentos”... O amor de Deus pelo seu  povo excede todo entendimento!

A rebeldia do povo eleito:
A natureza da queda do povo de Israel, que magoou profundamente ao Pai Celestial tem como característica a rapidez  com que o povo se desviou do Pacto, e consiste essencialmente esta rebeldia como fazer uma imagem de um outro deus (o bezerro de ouro) e lhe prestar culto.

Estes fatos são importantes para compreendermos o valor do NOVO PACTO, que Jesus veio cumprir. Aprendi ainda mais nestes estudos do Pentateuco o valor da obediência e da disciplina, e vejo com olhos renovados meus Salmos prediletos,  37: 4   e   86: 11. 

Nesta noite vou dar mais uma palestra na Igreja, sobre comunicação interpessoal. Que bom sermos instrumentos da obra; é nosso grande privilégio!


Boa semana e que o Pai Celestial possa também muito lhe abençoar!

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Homofobia...

Existe um site muito bom, divulgador da verdadeira Teologia Reformada.  É de lá http://monergismo.com/?p=2752 , que tirei este texto, que reproduzo aqui in totum:

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Universidade Mackenzie : Em Defesa da Liberdade de Expressão Religiosa

Publicado em 19 de novembro de 2010 – 6:00

          A Universidade Presbiteriana Mackenzie vem recebendo ataques e críticas por um texto alegadamente “homofóbico” veiculado em seu site desde 2007. Nós, de várias denominações cristãs, vimos prestar solidariedade à instituição. Nós nos levantamos contra o uso indiscriminado do termo “homofobia”, que pretende aplicar-se tanto a assassinos, agressores e discriminadores de homossexuais quanto a líderes religiosos cristãos que, à luz da Escritura Sagrada, consideram a homossexualidade um pecado. Ora, nossa liberdade de consciência e de expressão não nos pode ser negada, nem confundida com violência. Consideramos que mencionar pecados para chamar os homens a um arrependimento voluntário é parte integrante do anúncio do Evangelho de Jesus Cristo. Nenhum discurso de ódio pode se calcar na pregação do amor e da graça de Deus.

          Como cristãos, temos o mandato bíblico de oferecer o Evangelho da salvação a todas as pessoas. Jesus Cristo morreu para salvar e reconciliar o ser humano com Deus. Cremos, de acordo com as Escrituras, que “todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos 3.23). Somos pecadores, todos nós. Não existe uma divisão entre “pecadores” e “não-pecadores”. A Bíblia apresenta longas listas de pecado e informa que sem o perdão de Deus o homem está perdido e condenado. Sabemos que são pecado: “prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, contendas, rivalidades, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias” (Gálatas 5.19). Em sua interpretação tradicional e histórica, as Escrituras judaico-cristãs tratam da conduta homossexual como um pecado, como demonstram os textos de Levítico 18.22, 1Coríntios 6.9-10, Romanos 1.18-32, entre outros. Se queremos o arrependimento e a conversão do perdido, precisamos nomear também esse pecado. Não desejamos mudança de comportamento por força de lei, mas sim, a conversão do coração. E a conversão do coração não passa por pressão externa, mas pela ação graciosa e persuasiva do Espírito Santo de Deus, que, como ensinou o Senhor Jesus Cristo, convence “do pecado, da justiça e do juízo” (João 16.8).

          Queremos assim nos certificar de que a eventual aprovação de leis chamadas anti-homofobia não nos impedirá de estender esse convite livremente a todos, um convite que também pode ser recusado. Não somos a favor de nenhum tipo de lei que proíba a conduta homossexual; da mesma forma, somos contrários a qualquer lei que atente contra um princípio caro à sociedade brasileira: a liberdade de consciência. A Constituição Federal (artigo 5º) assegura que “todos são iguais perante a lei”, “estipula ser inviolável a liberdade de consciência e de crença” e “estipula que ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política”. Também nos opomos a qualquer força exterior – intimidação, ameaças, agressões verbais e físicas – que vise à mudança de mentalidades. Não aceitamos que a criminalização da opinião seja um instrumento válido para transformações sociais, pois, além de inconstitucional, fomenta uma indesejável onda de autoritarismo, ferindo as bases da democracia. Assim como não buscamos reprimir a conduta homossexual por esses meios coercivos, não queremos que os mesmos meios sejam utilizados para que deixemos de pregar o que cremos. Queremos manter nossa liberdade de anunciar o arrependimento e o perdão de Deus publicamente. Queremos sustentar nosso direito de abrir instituições de ensino confessionais, que reflitam a cosmovisão cristã. Queremos garantir que a comunidade religiosa possa exprimir-se sobre todos os assuntos importantes para a sociedade.

          Manifestamos, portanto, nosso total apoio ao pronunciamento da Igreja Presbiteriana do Brasil publicado no ano de 2007 [LINK http://www.ipb.org.br/noticias/noticia_inteligente.php3?id=808] e reproduzido parcialmente, também em 2007, no site da Universidade Presbiteriana Mackenzie, por seu chanceler, Reverendo Dr. Augustus Nicodemus Gomes Lopes. Se ativistas homossexuais pretendem criminalizar a postura da Universidade Presbiteriana Mackenzie, devem se preparar para confrontar igualmente a Igreja Presbiteriana do Brasil, as igrejas evangélicas de todo o país, a Igreja Católica Apostólica Romana, a Congregação Judaica do Brasil e, em última instância, censurar as próprias Escrituras judaico-cristãs. Indivíduos, grupos religiosos e instituições têm o direito garantido por lei de expressar sua confessionalidade e sua consciência sujeitas à Palavra de Deus. Postamo-nos firmemente para que essa liberdade não nos seja tirada.

              Este manifesto é uma criação coletiva com vistas a representar o pensamento cristão brasileiro.        Para ampla divulgação.

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Assino embaixo!

Adendo em 07 de Janeiro 2010 -  Saiu a edição nro. 328 da Revista Ultimato (www.ultimato.com.br Ano XLIV, Jan/Fev 2010, que, aliás, ficou bonita com a nova identidade visual e lay-out)  onde lemos, à página 15, interessante complemento - "Homofobia: não cabe ao cristão discriminar" - ao que vemos acima. Compensa ler... É bom quando as coisas ficam claras!