segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Fim de ano; Salmo 25: 10

gravura obtida agora via Google Images de
http://educarfinancas.com.br/2012/12/12/fim-de-ano-consumir-ou-poupar/
(bom site para sábios conselhos de planejamento financeiro...)

Ultima postagem do ano. Boa hora para fazer certo 'balanço' do que sucedeu ao longo dos 365 dias. Teria tantas coisas a comentar, mas a principal para mim foi a mudança de domicílio, do apartamento que gostava tanto (mas não do Condomínio - lugar cada vez mais inviável para se viver nos dias de hoje) para a casa antiga que adoro. Como agradeço a Deus o recebimento de uma casa do jeito que sempre imaginei... Fico estatelado com a misericordia do Pai Celestial, que me concede todo dia coisas que nunca mereceria - a principal, a Família, aquela na qual nasci, meus pais e irmãos, e meus filhos e netos, além de, claro, Ruth. Quanto mais estudo e medito, mais vejo o quanto dependo Dele.

Outro dia vislumbrei com clareza a certa 'dificuldade' de relacionamento que tenho com as pessoas, obtida paradoxalmente atraves dos meus anos de intensa meditação zen-budista. É este um caminho realmente avassalador. Não, não tem necessária e metodologicamente contradição com o caminho cristão, principalmente o protestante reformado, como poderia superficialmente uma possível alma temer... Tive o privilégio de estudar bem estes dois caminhos (além de outros, a partir da psicologia da religião) e sei bem separar os domínios, suas pressuposições, seus fundamentos. É como aquela dualidade Ciência-Religião (ou também a dualidade mente-corpo), que muitos julgam irreconciliáveis: existem mais pontos de aderência do que de afastamento, ainda que estas sejam profundas; mas afirmo novamente (como já disse anteriormente aqui) que uma pessoa pode muito bem ser um bom cristão e um rigoroso cientista. 

O caminho zen-budista (estudei a tradição Soto Zen, do Japão) é bem esclarecedor sobre:  1. a finitude, 2. o potencial e as limitações humanas (principal e paradoxalmente a nossa mente), 3. as expectativas que criamos, e como tudo isso nos condiciona para o sofrimento. Compreendendo bem esta equação, pode-se libertar destas amarras que o viver cotidiano determina, suas paixões e apegos. E a mente, sob este enfoque zen,  fica bem domada, disciplinada para outra visão de mundo, diversa do que é veiculada pela consumista e imediatista cultura ocidental, que tem enfoques bem diversos daquela dos orientais. É bem complicado para um ocidental vislumbrar a visão de mundo do oriental e, para mim que fui bem treinando em psicologia, tive mais facilidades neste sentido.

Para não me estender muito, digo que o ocidente privilegia, em sua visão de mundo, a pessoa em si; ela é o centro e a referência para esta construção. Na visão oriental, o cosmos é o centro - fazemos parte dele - e constitui-se precisamente na referência prmordial para se construir a visão de mundo. Esta inversão de sentido faz toda a diferença, e somente se a obtém mediante treino intensivo para domar a mente egocêntrica (no zen isto se aufere essencialmente com a meditação, em todas as suas modalidades - a principal é o zazen, meditação sentada de olhos semicerrados). O Budismo não é entendido como uma religião, no sentido ocidental,  posto que, em princípio, não pressupõe um Deus - é mais um humano caminhar, refletindo a existência e o ser de modo bem particular, sob outra ótica. 

Esta estratégia de deslocar o centro das considerações do ego para o cosmos é semelhante à orientação que Jesus ensinou, com a especificidade de que Deus é Aquele para onde devemos nos dirigir, nos abandonar, nos entregar de todo o coração. Acredito que a meditação zen me ajudou substancialmente em minha reaproximação com a familiar tradição cristã, ainda que eu esteja percorrendo um caminho diverso daquela recebida de meus pais. Em certo sentido fiquei mais radical, pois o caminho calvinista é mais bíblico, mais aferrado ao que preceitua a Palavra, do que o romanismo.

O grande problema que vejo é que, diversamente do que encoraja a visão ocidental, não coloco as pessoas (eu inclusive!) em primeiro lugar na minha vida; não as vejo como recursos e meios dos quais deveria 'investir', no sentido de priorizar minhas ações para atingir os valores mais apreciados em nossa sociedade. Meus valores são outros (diria 'espirituais'), e determinam um viver mais distanciado das pessoas, menos 'interesseiro', menos utilitarista. Sei que isto leva a viezes recorrentes das pessoas a meu respeito, mas não dá para ser o que não sou. Quem me acompanha aqui sabe o que estou a ponderar.

Gostaria de finalizar este ano agradecendo a todos e principalmente ao Pai Celestial, meu amigo. A citação que coloquei acima, salmo 25: 10, diz meu estado de espírito: 

Todas as veredas do SENHOR são misericórdia e verdade para aqueles que guardam a sua aliança e os seus testemunhos. (versão Almeida Corrigida e Revisada Fiel)

Todos os caminhos do Senhor são amor e fidelidade para com os que cumprem os preceitos da sua aliança. (versão NVI - Nova Versão Internacional)

Estas duas amplitudes de interpretação da perícope abarcam o sentido contido em outras boas versões, como a da Sociedade Bíblica Britânica e a Católica Romana. Tudo - inclusive as provações ou 'coisas ruins', que não gostamos ou desejamos ou que achamos que não merecemos - o que Deus nos permite ou concede de Sua Mão, nos determina ou requer, tudo constitue-se em graça, misericórdia e verdade autêntica, tudo isto para nós que tentamos (guardamos, cumprimos), em nosso temor, a percorrer a senda, o caminho preceituado, requerido pelo soberano Pai Celestial, que é um caminho de Vida.  O que o cristão deve realizar nesta vida é, percorrendo o caminho, aperfeiçoar o entendimento deste mesmo Caminho e o agir nele, vereda que pode efetivamente nos configurar, também ao fim e ao cabo, pessoas completas, esperançosas no devir de nossas existências situadas, cada qual com suas determinações e condicionantes específicos.

Que 2013 surja pleno de esperança e realizações. 

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Newtown, Connecticut, EUA

Imagem obtida agora via Google Images, no site
http://02varvara.wordpress.com/tag/newtown-ct-school-massacre/



Tem ocorrido muitas coisas impactantes ultimamente, que ensejaram em mim desejo de comenta-las aqui, mas as mesmas tem se sucedido e sobreposto de modo tão acerbo que logo minha atenção se desvia e ‘perco’ minhas confabulações, isto é, acabo desperdiçando a oportunidade de posta-las aqui em estado mais puro, sem ficar  ‘exagerando’ na reflexão. Prometi a mim mesmo doravante não falar de política - não tenho mais estômago para isso, a coisa está ficando insana (de insânia...).

Se eu trabalhasse diuturnamente frente a um terminal de computador (como muitas profissões hoje em dia) teria mais azo para deitar palavras em crônicas e comentários; como quase raro recorro a esta ferramenta, ‘desmotivo-me’ facilmente. Na verdade, procuro preservar o lúdico deste desvanear cibernético, pois é o meu principal divertimento hoje em dia, depois da leitura. Ah, sim, estudar a Palavra é um tipo de obrigação do espírito; a alegria aqui resultante é maior do que a do folguedo, da folgança, mas é coisa mais que vital – obrigação vivencial do mais alto grau.

Mas agora, passado o estupefato da carnificina de Newtown (pequena cidade do estado de Connecticut, nos EUA), posso manifestar algo que importa. Se a insensatez choca a qualquer um, imagine para mim, um profissional da saúde mental. Meu primeiro impulso é averiguar o que os colegas manifestam pelos veículos de comunicação. Um profissional que gosto de ler é o psicanalista Contardo Calligaris. Ele escreve uma coluna num dos melhores jornais paulistanos, às quintas feiras, no caderno ‘Ilustrada’. Ele é habitualmente ponderado e arguto e em seu comentário do dia 20 de dezembro (O massacre de Newtown, Folha de São Paulo, ano 92, #30.577, p. E-12) aborda dois aspectos que sempre são aventados em chacinas, em especial a que envolve crianças: a previsibilidade (de algum celerado perpetrar tais morticínios) e o controle da posse e uso de armas nas mãos das pessoas, especialmente os civis. A conclusão que o articulista chega (e que concordo) é que, apesar de devermos melhorar sempre os controles e vigilância dos potenciais facínoras, além de proibir ou acompanhar devidamente quem tem armas (e que tipo, etc.), tudo o que se faça não vai impedir que tais loucuras ocorram novamente; assim, não devemos continuar nos enganando, pensando que podemos efetivamente prevenir estas ocorrências, complexas e com muitos prós e contras, a partir dos multifacetados pontos de vista.

Na mesma edição deste jornal, à p. A-20 do caderno ‘Mundo’, Ricardo Bonalume Neto nos relembra, com certa frialdade, que assinar muitas pessoas é, de certo ponto de vista, (também, digo eu,) uma questão de tática, pois é como pensa o assassino. “O alvo está parado ou é móvel? Está em um lugar fechado ou ao ar livre? E que arma ou armas usar?” E por aí vai, o articulista, contribuindo, com sua crueza, para tentar definir melhor a obscuridade do quadro todo da carniçaria.

Tanto mais articulistas se escuta ou lê, tanto percebemos que todos veem (uns mais veridicamente, outros mais desacertados aqui ou ali) uma parte do controverso evento, do qual nunca saberemos em sua total realidade, tantas as dimensões e seus diversos atores. O que resulta para mim é que é um dos exemplos tenebrosos da corrupção que denota a natureza humana, determinando que estejamos todos, a qualquer tempo, tanto perto de Deus quanto do grão-tinhoso, do mofento, do temba. Por isso, cada um vigie a si próprio, em primeiro lugar...


Quer  ver? Ontem estava seguindo de carro por uma das ruas aqui e, numa das esquinas, com sinal verde para mim, um rapaz (nos seus 30 anos + ou - ) cruzou a rua. Parei abruptamente o carro e, pasmo, sinalizei ao bronco a falta de atenção: fiz aquele gesto que os italianos fazem com as 5 pontas dos dedos unidas para cima, 'ma que cosa'... Sei que não é um gesto obsceno, e não pretendia ofender o gajo, mas levei certo susto, apesar de sempre estar atento ao trânsito - pois pode surgir uma criança correndo atrás de uma bola (como já ocorreu comigo, e sempre lembro que poderia ser um dos meus). O rapaz - sei lá o que pensou; acho agora que estava drogado, pelo semblante, pela marcha dos seus passos, pelos olhos, pela conduta - fez diversos gestos obscenos e provocativos, penso que para chamar a atenção dos passantes, para arranjar briga; nunca saberei o certo.

[[ Não costumo comentar isso - mas estudei muitos anos karatê, tive armas, soco inglês etc. Cabeça de homem panaca: via possíveis ameaças por todo lado e me preparava para possível situação, que nunca ocorreu (talvez pela minha vigilância ou prevenção de situações, pode ser). As pessoas não imaginam como é fácil infligir dor, colocar um oponente fora de combate, matar alguém. Isto é uma espécie de insânia, e não é mais típico de nossos dias do que antigamente - na História temos inúmeros casos da irracionalidade humana, e qualquer um pode ter seu dia de fúria... ]]

Fiquei grato a Deus por estar perto Dele atualmente; se fosse alguns anos atrás eu certamente daria volta no quarteirão, pararia o veículo antes, desceria e iria ensinar àquele jovem lições que talvez o pai dele (se é que ele tem ou teve, vai saber) deixou de ensinar, expondo-me assim a diversos perigos, certamente, coisa de aloprado... Fui embora feliz pois, no fundo, o Pai, em sua misericordiosa Soberania, me ensinou e livrou, mais uma vez.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

215a. postagem: Medo de cara feia...

Ontem  ocorreu novamente comigo algo que me fez decidir – ‘escreverei sobre isso no blog’... Este tipo de acontecimento sempre me acompanhou, e acho que vai morrer comigo. Vou contar primeiro o que sucedeu, e depois vou ‘filosofar’ a respeito.

Período natalino, com lojas abertas até altas horas (muitos funcionários gostariam de estar em casa ou com amigos, mas estão a trabalhar – dinheiro extra, mas mais cansaço... os onipresentes conflitos modernos!). Estava a passear no centro desta querida São João com Bilú, em visita a vitrines e eventuais comprinhas, com a minha habitual boa vontade (diferente do normal dos maridos...), quando Bilú encontra uma simpática colega da Universidade que trabalha freelance em uma loja. Ficaram as duas a confabular e eu, recostado na parede, esperando o desenlace da conversa, mirando o movimento das pessoas e ocasionalmente as duas e sua (suas?) parlenda. Em dado momento a colega de Bilú me diz, em quase tom de brincadeira (com fundo de verdade): “não fica bravo comigo, olhando com esta cara feia, que eu libero logo sua mulher...”  Mas eu não estava bravo ou olhando com cara feia, juro! Homessa, pensei, o que levou a raparigota a proferir aquela desconexa percepção?  Mas tenho suspeitas...

Devo confessar que esta situação me deixava, tempos atrás, muito contrariado. Com algumas pessoas cheguei a increpar o dislate, denunciando pedagógica e psicologicamente a falta de lógica da percepção da pessoa etc... O que ocorreu é que, ali, eu não estava (sei que talvez só para mim, adianto) efetivamente bravo ou aborrecido; a colega da Ruth, a seu bel-prazer, ‘concluía’ esta minha disposição, e a assumia verdadeira, sabe-se lá a que título, baseada em nebulosa evidência.

Viu a foto? Você consegue inferir com certeza meu estado de espírito? Sei que a primeira impressão pode ser negativa. Juro que quando aqui fui clicado estava super bem e queria sair ‘bem na foto’... Sei que minha feição ali, que é a minha habitual pode, a princípio, ensejar a pessoa a imaginar isso de negatividade. Na verdade, a minha intenção é fazer, apresentar no dia a dia sempre esta feição:


Sei, como bom psicólogo, que a primeira impressão pode determinar toda a evolução de um relacionamento, pois as primeiras expectativas criadas sempre pautam nossas posteriores ações. Sempre que entro numa classe onde iniciarei uma disciplina, procuro ser MUITO risonho e amigável pois, pelo lado dos alunos, a ansiedade e excitação predispõem ainda mais as almas alarmadas a deturpar, enviesar suas percepções.  Mas imagine para mim, que não tenho o costume de ser risonho, ter que ficar o tempo todo com um sorriso estampado, imaginando com isso que as pessoas não vão me afastar pelo feiume da minha carranca? Será que as pessoas não sabem, inversamente, que existem inúmeras pessoas risonhas, amigáveis na aparência exterior, que são falsas e fementidas? Gostaria de ser exteriormente como alguns conhecidos, que parecem sempre ter acabado de ouvir uma boa notícia (a muitos, não interiormente, pois são falsos e desleais, apesar da casca)... Mas não sou assim, que fazer... e será que por isso 'sou' sempre perigoso, ameaçador? Sei que divisar alguém com rosto (aparente) inamistoso, e com 1,90 m. como eu aconselha a qualquer um a se manter cauteloso, arredio; mas serei perigoso assim necessariamente com tão poucos, subjetivos e ilusórios indícios??? Será que os jornais (ou a TV), com a onipresente violência, nos faz hoje tão medrosos?

Mas acontece isto volta e meia comigo – as pessoas pensam que estou aborrecido ou bravo. Não perguntam se há algo comigo (posso até estar com cara de poucos amigos por causa de algum desconforto ou tristeza, ou...) – pensam que é 'ameaçador contra elas', em tese; parecem sentir-se ameaçadas, e reagem antecipadamente como se eu fosse agredi-las, vai saber por quê... Nem adianta, muitas vezes, tentar dealbar o mal-entendido, a falha apercepção da pessoa a meu respeito – as pessoas pensam que faço troça.  E sei que, quanto mais inseguras, mais as pessoas tendem a achar que estou bravo ou aborrecido ou que posso espanca-las a qualquer momento, etc...  Uma coisa muito aborrecida e tediosa. Que indigência mental.

Talvez, se eu gostasse de beber, ficaria sempre alegre, como vejo ser a estratégia de algumas pessoas que assim ficam eufóricas, amistosas. Conheci uma pessoa carismática que andava com uma latinha de cerveja na mão o dia inteiro; seu trabalho permitia isso, e seus clientes também apreciavam a bebida naquele ambiente - inclusive era certa estratégia de marketing, eficiente, por sinal - era uma borracharia. Mas tenho horror a isso, acho patética esta situação toda de ajuntamento em torno de bebida; as pessoas falam muitas bobagens ao sabor do efeito etílico, e eu gosto de ficar calado a falar sem necessidade ou verbalizar banalidades. Na verdade, poucas pessoas hoje em dia se dispõem a engajar em uma conversa construtiva; parece que pensar dá dor de cabeça, pois vejo muita preguiça ‘mental’, enfado, superficialidades, sei lá.

Na época da faculdade, nos anos 70, aprendi com o renomado psicólogo americano Carl Rogers (no famoso livro ‘Tornar-se Pessoa’; em inglês, On Becoming a Person) que não adianta ser uma pessoa que não somos, fabricar algo para servir ao outro, interesseiramente. Ao longo do tempo estas falsas relações são danosas, a todos e todas. Resolvi ser o que sou, sempre (eu tinha na Faculdade de Psicologia uma amiga mais velha, Ignez Toledo - saudades - que me ensinou muito). Isto implica em ser honesto e dizer coisas que as pessoas não gostam de ouvir, mesmo que você não grite nem ofenda ao outro – mas enfim você acaba dizendo o que elas não gostariam de escutar. Ocorre que, nesta época atual de relações superficiais, robotizadas pela web, 'tipo' o que se vê nas redes sociais como o facebook (que evito a todo custo), isto – a honestidade relacional - não é eficiente, pois as expectativas das pessoas estão mais lábeis, instáveis e pior, tendenciosas ao extremo, privilegiando o ego em detrimento daquilo que respeita ao comum, ao coletivo, às amizades ou parcerias, que pressupõem para seu sucesso certa carga de maturidade.

Sei que, com algumas pessoas, nem se Jesus Cristo viesse e dissesse que ela está errada nisto ou naquilo, a mesma não acreditaria e encrencaria com Ele. Aprendi a identificar pessoas assim e não perco mais tempo com tais criaturas; é malhar em ferro frio, o que acaba se voltando contra nós. Sei também que se eu fosse rico financeiramente (pois me considero muito rico em casamento, em familia, em saúde, em religião, em paz de espírito) teria muitos 'amigos' mais; teria muito mais pessoas que não se assustariam com meu rosto inamistoso; teria muito mais pessoas com boa vontade para me conhecer de verdade.

Creio que esta minha incapacidade de ‘sorrir’ me prejudica; mas, por outro lado, creio que ganho se não me relaciono com pessoas que se deixam impressionar por causa de ‘cara feia’. Isto tudo me faz solitário, que fazer. Toda manhã ao estudar a Palavra encontro consolo, e procuro fazer o meu melhor. Ainda estou aprendendo, e tento aos trancos e barrancos compreender ao outro. Mas confesso que tenho voltado a me relacionar  mais com pessoas de idade, como no meu tempo de criança e adolescente, por bênção de trabalhar em 2 asilos. Lá tem muita pessoa autêntica, que gosta de verdade de você, com seus defeitos e incapacidades, e que não te teme gratuitamente somente por causa da sua cara feia....