quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Carta de Princípios 2015


Wordle obtido agora (via Google Images) de
https://help.scholar.vt.edu/Upgrade/

Esta é a minha carta de Princípios deste ano para minhas atividades docentes no Centro Universitário onde trabalho:

                Este documento é dirigido ao corpo discente visando ratificar algumas normas institucionais importantes envolvendo o relacionamento estudante-docente, além de comunicar determinadas expectativas do docente sobre os atos acadêmicos. Espera-se comentários e contribuições para seu aperfeiçoamento.

  1. O professor considera que o aluno universitário habitualmente experimenta uma espécie de ‘choque’ quando se defronta com a metodologia de ensino acadêmico, que pode diferir muito do segundo grau. Ele ou ela se confronta com posicionamentos teóricos que vão mexer com crenças arraigadas, apesar de muitas vezes ainda não ter tido contacto com os assuntos de forma mais sistemática. É natural o aluno sentir dificuldades (que variam em grau e tipo) nesta ou naquela disciplina.
  2. O estudante não deve esperar que o docente vá dar respostas a todos os questionamentos – a meta principal é o aluno sentir-se desafiado a aprender, com certo detalhe, o que os estudiosos propuseram sobre os diversos assuntos e seus principais aspectos, identificando os fundamentos que embasam suas visões. Isto envolve um processo complexo, que fundamenta a gradual aprendizagem de qualquer área de estudo, durante todo o curso (e continua mesmo após a formatura...).
  3. Muitos alunos parecem satisfazer-se somente com que o professor comunica ou trabalha em sala de aula. Na atualidade, qualquer área de estudo é vastíssima, e as aulas acabam abrangendo um pequeno percentual do conhecimento total que existe, inclusive pela limitada carga horária destinada durante a semana. Assim, o docente assume que cabe ao aluno autonomamente AMPLIAR seu conhecimento em todas as matérias, complementando-as com atividades extraclasse, realizando sua própria pesquisa e aperfeiçoamento nas diversas áreas, seja pela internet, seja por estudos dirigidos na Biblioteca, etc. O professor poderá contribuir nesta empreitada, se o aluno ou aluna desejar.
  4. Principalmente em sala de aula, o aluno deverá exercitar suas capacidades de argumentação crítica, ou seja, suas habilidades em oferecer razões sustentadas para seus posicionamentos, ao mesmo tempo em que aprimora suas capacidades em defender sua visão contra as críticas daqueles que discordam dele, ou daqueles que possuem posicionamentos alternativos. Um pressuposto de qualquer trabalho universitário é que um posicionamento, uma visão, requer o suporte de argumentos (assertivas) pertinentes, adequadas. O principal aprendizado do aluno será permitir que alguns de seus posicionamentos sejam alterados, modificados, em face dos argumentos de outros que (igualmente de modo fundamentado, justificado) dele discordam ou se diferenciam.
  5. Muito do trabalho docente é conscientizar o alunado no sentido da descoberta dos mesmos serem os sujeitos do processo educativo (e não o objeto). Assim, os alunos devem aprender a assumir suas responsabilidades dentro de uma caminhada vivencial que contempla, de um lado, o autoconhecimento e, noutro lado, o constante aperfeiçoamento e atualização de seus conhecimentos.  Dito de outro modo, espera-se que o aluno seja o gestor do seu próprio aprendizado, na medida do seu engajamento e necessidades pessoais, e este aprendizado será tanto mais rico quanto sua dedicação à disciplina, assiduidade, sentido ético e esforço em realizar um trabalho de qualidade.
  6. O docente age na situação de sala de aula como um ‘catalisador’, funcionando mesmo como um facilitador da aprendizagem do aluno. Não se considera mais hoje que o professor ‘forneça’ o conhecimento: ele coopera junto ao aluno no aperfeiçoamento gradual de suas competências e habilidades acadêmicas, intelectuais e sociais. A atividade em classe pretende ser uma experiência enriquecedora para ambos, orientador e orientando onde, antes de ser mera obrigação didática, pretende constituir-se num espaço para o exercício de (con)vivências interpessoais significativas.
  7. Qualquer disciplina abarca um conjunto de atividades humanas a serem praticadas, e não um mero corpo de fatos a ser memorizado. Se o aluno faltar e não se atualizar sobre as atividades ocorridas, dificilmente elas surgirão ‘espontaneamente’ em sua mente, concorrendo para que o aluno não satisfaça os critérios de aprovação propostos.
  8. Em princípio, o docente assume que a grande maioria dos alunos é daqueles que demonstram respeito pelos demais colegas, não se atrasando para o início das aulas ou não adentrando à mesma ruidosamente. O professor adicionalmente crê que os alunos possuam um mínimo de capacidade de planejamento de suas atividades intra e extraclasse, de modo a evitar que ‘necessitem’ retirar-se da sala de aula (mesmo que depois voltem), antes da mesma ter terminado.
  9. O professor acredita que cabe aos alunos grande parte da responsabilidade em criar, manter e cooperar para a existência de um clima de ensino-aprendizagem adequado em sala de aula, onde ocorram efetivamente produtivas e questionadoras (motivadoras...) discussão e reflexão.
  10. O regimento interno da Instituição de Ensino Superior prevê que o aluno possa faltar em até 25% do total de aulas efetivamente ministradas, o que, em tese, abrange urgências e emergências a que todos estamos sujeitos. As compensações de faltas (não existe abono de falta) somente são autorizadas legalmente em certas situações (como p. ex., gravidez, doenças infectocontagiosas, serviço militar) e, para tanto, certas requisitos deverão ser cumpridos – o aluno deve se informar sobre as exigências, procedimentos e prazos específicos para requerer o Regime Excepcional. Se o aluno precisar faltar por motivo justo e avisar com antecedência SUFICIENTE ao docente (aconselha-se o envio de SMS/’torpedo’, ou um telefonema), o mesmo poderá, a seu critério, conceder até uma presença extra ao aluno durante a chamada em sala de aula, e desde que posteriormente não falte mais às aulas.
  11. O Regimento Interno do UNIFAE determina a aplicação de uma Avaliação semestral oficial, ao término do semestre, bem como um Exame final. A média final para aprovação (abarcando avaliação oficial e exame) é ‘cinco’ – 5,0. O docente poderá aplicar uma avaliação parcial não-oficial ao final do primeiro bimestre, que será ponderada com a prova oficial, para determinar a média do semestre. Se o aluno alcançar 7,0 (sete) nas avaliações parcial e oficial será dispensado de exame final.
  12. É esperado que o aluno tenha questionamentos e outras necessidades acadêmicas relacionadas à disciplina, em seus diversos aspectos. O professor está à disposição para entrevistas, a qualquer tempo. Por motivos óbvios, se o aluno, por qualquer razão, decidir procurar o Coordenador do Curso antes de falar com o docente, fica reservado a este conduzir a solução da pendência somente com o Coordenador do Curso, desde que devidamente notificado.
  13. É normal que o aluno tenha dificuldades em determinada disciplina, não alcançando boa nota nas avaliações parciais e oficiais. O professor poderá, mediante solicitação do aluno, autorizar ao mesmo a realização de trabalho(s) complementar(es), de modo a melhorar o aproveitamento. O aluno deverá demonstrar que o trabalho é de sua própria execução, e deverá realiza-lo à mão, seguindo as regras de apresentação do Manual UNIFAE de Elaboração de Trabalhos Acadêmicos.
  14. Fraude de qualquer natureza ofende o docente e os colegas do aluno, não beneficiando de modo algum o Curso, a Instituição de Ensino e seus funcionários. O docente acompanhará cuidadosamente as atividades, averiguando evidência de fraudes. Toda transgressão será devidamente penalizada de acordo com a política educacional vigente.  Em outras palavras, o docente espera que cada trabalho ou avaliação de aprendizagem seja da lavra própria do aluno. Plagiar, preparar trabalhos em nome de alguém ou faltar com a verdade dos fatos em provas e demais atividades será tratado de conformidade com o Regimento Acadêmico do UNIFAE.
  15. Pode ocorrer que uma aula seja cancelada ou substituída por outra atividade acadêmica. Nesta situação, a atividade poderá ser remanejada automaticamente dentro do calendário de dias disponíveis. O cronograma de aula será atualizado no primeiro dia de aula disponível.
  16.  É responsabilidade exclusiva do(a) aluno(a) manter-se atualizado quanto ao seu prontuário acadêmico, suas faltas, e também sobre as atividades acadêmicas intra e extraclasse. Adicionalmente o aluno deve inteirar-se, principalmente, das normas de funcionamento do UNIFAE sobre processos de matrículas, rematrículas, cancelamento e trancamento de matrículas, transferências, solicitação e recebimento de documentação diversas, funcionamento de estágios supervisionados, Programa de Atividades Complementares, elaboração de TCC (monografias de final de curso), bem como sobre as normas de Regime de Dependência e Adaptação. Falhas de entendimento e desconhecimento destas e de outras normas da Instituição pode acarretar sérios prejuízos acadêmicos ao(à) aluno(a).
  17. Aquele(a) que ficar em regime de Dependência deve procurar o docente NO INÍCIO DO SEMESTRE para acertar os trabalhos escritos e a matéria da prova, de modo a livrar o(a) aluno(a) o quanto antes da retenção.
  18. O docente reafirma seu compromisso de desempenhar suas funções docentes com pontualidade, qualidade e dedicação, colocando-se inteiramente à disposição dos alunos. Adicionalmente considera que, ao colocar esta CARTA DE PRINCÍPIOS no Portal Acadêmico UNIFAE, todo aluno e aluna tenha tomado conhecimento do mesmo.

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Reinício de aulas...



Quadro obtido agora (via Google Images) de
http://www.greentour-kyoto.net/arts/returning-homeedo-paintings-from-the-gitter-yelen-collection-2/

As férias estão se acabando, como foram 'rápidas' este ano... Parece que foi ontem que as aulas acabaram! Pelo menos acho que estou descansado, pelo tanto de filme que assisti aqui em casa.. estimo uns 35... A maioria chambara, mas vi também uma série muito bem feita, VIKINGS, originalmente passada no NatGeo - National Geographic Channel... Muito boa; este ano deve passar a terceira temporada. 

A grande preocupação destes tempos é a falta d'água. Aqui em São João não sofremos este problema, inclusive porque a população se conscientizou e anda economizando. Mas eu já estou vendo caixa d'água para comprar, pensando em armazenar água de chuva, etc. E tenho visto soluções criativas para poupar o precioso líquido. O maior problema é que ela é muito barata, e o cidadão desperdiça mesmo neste cenário... Aqui em casa somos eu e Ruth e gastamos não mais que 15 dólares por mês para ter serviços de água e esgoto, imagina...

Para variar, um superior meu lá na Universidade pediu um trabalho (sim, estou de férias mas moro no Brasil...) de última hora para ser entregue segunda feira - o bom é que minhas desenvoltura e  produtividade são muito elevadas naquilo que é minha expertise... Projeto é comigo mesmo, costumo dizer. 

Ontem fomos, Bilú, Brunhilda, Telma e eu, a Mogi Guaçu numa atividade da SAF - Sociedade Auxiliadora Feminina, da Igreja Presbiteriana. Depois das atividades (duraram a tarde toda, num calor infernal na Igreja sem janelas - pode??) passamos pelo Shopping Center (os Mall aqui de brazólia...) da cidade, que não conhecíamos. Pelo tamanho, nos Estados Unidos seria uma lojinha do Costco ou da Target, mas pelos nossos padrões é de tamanho bom. O legal lá é que tem muitas vagas de estacionamento para cadeirantes ou idosos, como o meu caso... Ruth sempre adora pois tem que andar menos, veja só. Comprei mais alguns DVDs e Blue Ray Discs para desfrutar aqui. Sinto saudades de minha sogra; ela adorava cinema! Sinto saudades de nossas conversas e de sua risada gargalhada. Eu seguramente iria buscá-la para ver todos os filmes que tenho comprado. Que saudade dela, foi embora tão cedo...

Durante o dia penso e 'decido' tanta coisa para vir comentar aqui e, depois, quando sento aqui neste terminal, as idéias simplesmente 'fogem' - que horror a idade, ficamos esquecidos demais. Mas acabo de ler um artigo bem interessante do Físico brasileiro radicado nos Estados Unidos, o Marcelo Gleiser, no jornal Folha de São Paulo, que dá o que pensar. O nome do artigo é  "ARTIFÍCIOS DA INTELIGÊNCIA  -  O que será da mente se máquinas pensarem?", e pode ser baixado em sua versão digital precisamente neste endereço aqui:  http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrissima/206369-artificios-da-inteligencia.shtml  É muito legal; fala sobre o impacto da maquinaria (principalmente a cibernética) na natureza humana. Nesta edição do jornal (o melhor do Brasil hoje em dia, em minha humilde opinião) também tem uma crônica divertida do Ferreira Gullar, nosso maior poeta vivo, mas não se consegue acessa-lo sem ser assinante. Como ele escreve bem, é um deleite semanal. Já recortei os artigos para usar com os alunos em sala de aula! Mahalo! Aloha!!