segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Vida fugaz...

foto obtida agora (via Google Images...) de
http://www.fatoreal.com.br/espaco-livre/item/4278-vida-passageira

Estivemos neste fim de semana em Campinas, agora para um jantar comemorando o 'niver' de minha mãe. Só o mano mais velho não pode ir. Dormimos lá, Ruth e eu, na casa dos velhos e vontamos na tarde de domingo mesmo. Tentamos passar no Shopping Iguatemi para ver a Livravia Saraiva mas, por motivo deles estarem ampliando as instalações, não se conseguia vaga para estacionar nosso bólido (meu humilde carro), então viemos embora assim mesmo. Chegamos em tempo de descansar e irmos à Igreja, dando carona para a amiga Juvelina, que é muito engraçada.

Hoje à tarde temos reunião de oração de um grupo de membros da Igreja Presbiteriana da Vila Brasil. Igual aos dias em que vou barbear os idosos no Asilo, é uma oportunidade que espero com alegria, antevendo os momentos prazeirosos. São eventos que significam nossa vida e nos fazem sentir 'fazendo parte', merecendo nosso fugaz existir. Volta e meia sou lembrado da efemeridade da vida, que só aparentemente parece demorada. Mesmo para minha tia Cordélia, que fez 97 anos recentemente, se olharmos para o universo, não é 'nada', apesar de parecer demorado para a pessoa. Quanto aos meus quase 59 anos, passaram rapidamente demais, não obstante eu ter vivido intensamente quase todos os meus episódios, em especial o nascimento dos meus filhos. 

A lição que fica é atentarmos para o que realmente vale a pena. Quanto tempo se perde com ninharias, pequenices, coisas sem importância, mas que o fazemos 'valioso' somente pelas nossas enviesadas tendenciosidades. A vida, paradoxalmente, tem o condão de envilecer a si mesma, por nossa própria natureza corrompida e, se não ponderamos, sopesamos suas causas e efeitos, somos levados de  roldão numa voragem difícil de livrar.

Se o vivente não tem uma balaustrada, um corrimão confiável para se apoiar na caminhada, hoje, nestes tempos sem precedentes na história da Humanidade, o mesmo facilmente se perde, infelizmente. É o que vemos a todo instante... A Palavra de Deus é nosso castelo forte, que nos protege na borrasca... 

domingo, 18 de agosto de 2013

Dia dos Pais e outras coisas...

parte da turma reunida

eu e meus queridos irmãos, mais o patriarca GVD

Geraldo-Luiz Sérgio-Neiroberto-Luciano (deste, rara foto sorridente)

Dias dos Pais fomos em Campinas na vivenda do mano Sérgio, em Souzas; tarde muito agradável, em todos os sentidos. Fico muito feliz ao ver a alegria dos velhos com todos os filhos reunidos e na mais perfeita harmonia - sempre foi assim nestes meus 58 anos e sempre será. 

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Finalmente conseguimos debelar lançadiça vazadura na caixa-d'água que teimava em ocorrer nas horas mais impróprias. Dois encanadores já tinham subido ao telhado da casa e nada de identificar o vazamento de água, por incrível que possa parecer. Felizmente este último operário conseguiu identificar o filiforme derramamento que nos era pespegado na face tal como um revirete, e após certa corveia, resolveu o problema. De sobra, o responsável e aplicado fazedor sugeriu-nos a limpeza das placas de aquecimento solar que estavam empoeiradas, o que seguramente estava comprometendo o rendimento da produção de água quente, o que lhe rendeu polpuda gorjeta. Surpreendedor é nenhum dos trabalhadores antecedentes ter resolvido a dificuldade ou sugerido a limpeza que se fazia manifesto. Por Júpiter! que cambada de imprestáveis...

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Como é o nosso português... O (Carlos Heitor) Cony escreveu em sua coluna de hoje do jornal Folha de São Paulo que nossa presidenta Dilma 'perdeu ... o rebolado'. Toda a língua tem, quase para cada termo, locuções as mais variadas (veja, no dicionário, o termo 'língua' quantas as tem!!!). Fico a pensar um estrangeiro, ao ver o uso particular do termo acima, escrito ali e lá... Por isso que estudar o idioma e os modos de falar é tão fascinante...

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Ontem fomos às exéquias do ínclito Reverendo Odayr Olivetti na Igreja Presbiteriana Central (que é perto aqui de casa). Quanta falta ele fará! Tive oportunidade de conversar com ele algumas vezes - rapidamente vê-se que era ser diferenciado dos demais humanos. Uma pessoa escolhida, sem dúvida. A quantos ajudou a encaminhar a vida a Deus... Eu posso de certa forma me considerar um deles - quem leu e estudou As Institutas (de João Calvino) e a Teologia Sistemática (de Louis Berkhof), magnificamente traduzidas por ele, sabe do que digo. Foi acometido de grave enfermidade mas nunca se ouviu de sua boca alguma reclamação - parecia que nem estava doente! Ele era, além de colunista, pastor, pregador, escritor, um teólogo importante da Fé Reformada. Ah, e era rio-clarense, minha terra de adoção, assim como o grande Ulysses Guimarães... Grandes homens.

Foto obtida (via Google Images)


domingo, 4 de agosto de 2013

Amanhã reiniciam as aulas...

Anfiteatro da Pontifícia Universidade Gregoriana
(via Google Images...)

16: 17 horas... oportunidade de fazer uma bebida quente. Gosto de variar; agora fiz uma xícara de cevada; gosto de capuccino, de chocolate  e de chá também. Pego umas bolachas para acompanhar e...  tome digitação!

Estou aqui neste domingão preparando o reinício das aulas. Não posso avançar muito visto que estão modificando o site do UNIFAE, meu Centro Universitário - não estão disponíveis os links para os professores postarem materiais ou acessarem outras informações. Pelo menos tenho o antigo calendário escolar, mas fomos avisados de que haverá alterações. 

Está sendo planejado a constituição de novos cursos em nossa Instituição de Ensino Superior, o que nos manterá ocupados por muitos anos, assimilando todas as novidades - até curso de Medicina está sendo postulado, além de Farmácia e Engelharia de Software. Um tipo de curso como o de Medicina costuma mexer muito com a rotina de qualquer comunidade... 

A primeira semana de aula constuma ser bem 'morna' - os alunos estão mais com vontade de ficar colocando a 'conversa em dia' entre si. Eu levo minha parafernália multimidia e coloco imagens atrás de imagens, não dando muito tempo para o alunado se distrair. Este semestre resolvi colocar uma "carta de princípios" para discutir, de modo a harmonizar expectativas de parte a parte. 

Vou colocar em seguida uma parte desta carta, pois pode ser de utilidade. Há tempos estou compilando estas informações, coligidas a partir de planos de ensino de amigos, de cursos que frequentei e de planejamentos de curso estrangeiros que vi na web.  Omiti agora aspectos que são específicos da parte burocrática, e viso aqui passar uma ideia de como entendo a 'filosofia' da atividade docente no que tange a algumas dimensões do ensino e aprendizagem. Vou discutir com os alunos todos estes pontos, e outros que costumam 'dar problema', visto que a moçada hoje é mais 'tranquila' com relação a estas questões...

  1. O professor considera que o aluno universitário habitualmente experimenta uma espécie de ‘choque’ quando se defronta com a metodologia de ensino acadêmico, que pode diferir muito do segundo grau. Ele ou ela se confronta com posicionamentos teóricos que vão mexer com crenças arraigadas, apesar de muitas vezes ainda não ter tido contacto com os assuntos de forma mais sistemática. É natural o aluno sentir dificuldades (que variam em grau e tipo) nesta ou naquela disciplina.
  2. O estudante não deve esperar que o docente vá dar respostas a todos os questionamentos – a meta principal é o aluno sentir-se desafiado a aprender, com certo detalhe, o que os estudiosos propuseram sobre os diversos assuntos e seus principais aspectos, identificando os fundamentos que embasam suas visões. Isto envolve um processo complexo, que fundamenta a gradual aprendizagem de qualquer área de estudo, durante todo o curso (e continua mesmo após a formatura...).
  3. Muitos alunos parecem satisfazer-se somente com que o professor comunica ou trabalha em sala de aula. Na atualidade, qualquer área de estudo é vasta, e as aulas acabam abrangendo um pequeno percentual do conhecimento total que existe, inclusive pela limitada carga horária destinada durante a semana. Assim, o docente assume que cabe ao aluno autonomamente AMPLIAR seu conhecimento em todas as matérias, complementando-as com atividades extraclasse, realizando sua própria pesquisa e aperfeiçoamento nas diversas áreas, seja pela internet, seja por estudos dirigidos na Biblioteca, etc. O professor poderá contribuir nesta empreitada, se o aluno ou aluna desejar.
  4. Principalmente em sala de aula, o aluno deverá exercitar suas capacidades de argumentação crítica, ou seja, suas habilidades em oferecer razões sustentadas para seus posicionamentos, ao mesmo tempo em que aprimora suas capacidades em defender sua visão contra as críticas daqueles que discordam dele, ou daqueles que possuem posicionamentos alternativos. Um pressuposto de qualquer trabalho universitário é que um posicionamento, uma visão, requer o suporte de argumentos (assertivas) pertinentes, adequadas. O principal aprendizado do aluno será permitir que alguns de seus posicionamentos sejam alterados, modificados, em face dos argumentos de outros que (igualmente de modo fundamentado, justificado) dele discordam ou se diferenciam.
  5. Muito do trabalho docente é conscientizar o alunado no sentido da descoberta dos mesmos serem os sujeitos do processo educativo (e não o objeto). Assim, os alunos devem aprender a assumir suas responsabilidades dentro de uma caminhada vivencial que contempla, de um lado, o autoconhecimento e, noutro lado, o constante aperfeiçoamento e atualização de seus conhecimentos.  Dito de outro modo, espera-se que o aluno seja o gestor do seu próprio aprendizado, na medida do seu engajamento e necessidades pessoais, e este aprendizado será tanto mais rico quanto sua dedicação à disciplina, assiduidade, sentido ético e esforço em realizar um trabalho de qualidade.
  6. O docente age na situação de sala de aula como um ‘catalisador’, funcionando mesmo como um facilitador da aprendizagem do aluno. Não se considera mais hoje que o professor ‘forneça’ o conhecimento: ele coopera junto ao aluno no aperfeiçoamento gradual de suas competências e habilidades acadêmicas, intelectuais e sociais. A atividade em classe pretende ser uma experiência enriquecedora para ambos, orientador e orientando onde, antes de ser mera obrigação didática, pretende constituir-se num espaço para o exercício de (con)vivências interpessoais significativas.
  7. Qualquer disciplina abarca um conjunto de atividades humanas a serem praticadas, e não um mero corpo de fatos a ser memorizado. Se o aluno faltar e não se atualizar sobre as atividades ocorridas, dificilmente elas surgirão ‘espontaneamente’ em sua mente, concorrendo para que o aluno não satisfaça os critérios de aprovação propostos.
  8. Em princípio, o docente assume que a grande maioria dos alunos é daqueles que demonstram respeito pelos demais colegas, não se atrasando para o início das aulas ou não adentrando à mesma ruidosamente. O professor adicionalmente crê que os alunos possuam um mínimo de capacidade de planejamento de suas atividades intra e extraclasse, de modo a evitar que ‘necessitem’ retirar-se da sala de aula (mesmo que depois voltem), antes da mesma ter terminado.
  9. O professor acredita que cabe aos alunos grande parte da responsabilidade em criar, manter e cooperar para a existência de um clima de ensino-aprendizagem adequado em sala de aula, onde ocorram efetivamente produtivas e questionadoras (motivadoras...) discussão e reflexão.
  10. Fraude de qualquer natureza ofende o docente e os colegas do aluno, não beneficiando de modo algum o Curso, a Instituição de Ensino e seus funcionários. O docente acompanhará cuidadosamente as atividades, averiguando evidência de fraudes. Toda transgressão será devidamente penalizada de acordo com a política educacional vigente.  Em outras palavras, o docente espera que cada trabalho ou avaliação de aprendizagem seja da lavra própria do aluno. Plagiar, preparar trabalhos em nome de alguém ou faltar com a verdade dos fatos em provas e demais atividades será tratado de conformidade com o Regimento Acadêmico.