quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Preguiça... ou outras opções... ou "tudo junto e misturado"


1. Crédo... faz tempo que não apareço por aqui! Acho que já ocorreu anteriormente de me ausentar, um  quase-fugir ou me 'esconder', mas não tanto assim como desta vez... É que agora o 'Face' ficou muito mais "disponível", ágil para se postar. Tenho Twitter e Instagram também, mas outros profissionais contratados (empresa M2OC) utilizam estes Apps em meu nome,  para promover a GARAGE barbearia. O que 'todo mundo' está utilizando com todos os exageros que tem direito, é o tal de WhatsApp (ou Telegram, em menor escala - ou quando algum juiz iluminado resolve proibir o zap-zap...). Eu já acho que tanta rede social e que-tais são também muita perda de tempo, e bendito o dia em que eu jogar tudo isso fora...  É a (pós-)modernidade avassaladora, em altíssima velocidade a refazer-se, reinventar-se, reformar-se, transformar tudo e todos. 

2. Também tenho penado um tanto, desde o fim do ano passado, com as minhas dores nas costas, pernas e pés. Eu acho que estas polifacetadas e multiformes dores (que variam ao longo do dia - e noite - em amplitude, localização estrutural e extensão conforme a temperatura e a pressão barométrica, aparentemente...) vieram para ficar, pois com relação a osteoartrite, desabamento do arco plantar e esporão não se tem muito o que fazer a não ser Pilates, fisioterapia e tomar remédios... Ou seja, gerir os problemas, pois 'cura' é algo muito relativo. Manter um nível digno de qualidade de vida já vai ser muita conquista no meu caso!

3. Já estou algo saudoso da minha barba...  Cortei para variar um pouco, e depois de algumas experiências estéticas que se revelaram improdutivas para o meu tipo de barba. Tenho falado àqueles que perguntam de um "porquê" d'eu ter retirado o masculino adereço uma ocorrência verídica ocorrido recentemente: uma mulher perguntou à Ruth se "o pai dela (eu... imagine só!) estaria em casa"... Antes que alguém pergunte se o avô dela viria a estar na residência, cortei a barba. Existe outra versão narrativa/explicativa mais 'machista', light, mas conto só aos amigos e não seria próprio neste espaço... Alguns dizem que 'remocei', mas digo que talvez tenha ficado menos velho, pois com 62 anos, ora vejam!

4. Hoje é dia de comer pastel de verduras na Feira do Produtor. Quando o pessoal faz a guloseima no Lar São Vicente de Paulo costumo prestigiar... Adoro!

5. Parece que meus filhos virão no fim do ano no aniversario de 90 anos do meu pai. Que bom, devemos curtir os velhos antes que se vão, pois depois não adianta arrependimento! Fomos neste fim de semana os 5 filhos ficar com o velho no dia dos Pais. Ótimo como sempre...

6. O provedor de internet/telefonia/TV aqui de casa tem estado com problemas. O dono, meu amigo, é um Lorde mas não sei se digitalização de tudo - principalmente a TV - está deixando o serviço algo caótico. Não chamo mais a assistência técnica. I give up.

7. Comprei na Livraria Saraiva os livros do blockbuster The Game of Thrones, de George R. R. Martin, por um preço bem baixo, pois estava em promoção e eu tinha descontos de aquisições anteriores. Não é que é muito bem escrito? E tendo já assistido na TV as diversas temporadas, a visualização dos personagens fica bem facilitada! A noticia ruim é que a mega-loja da Saraiva que havia no Shopping Iguatemi foi desmontada, e deixada em seu lugar uma loja com um quarto da dimensão da anterior em seu lugar. Que choque, pois toda vez que ia a Campinas era roteiro obrigatório de visita. 'Cansei' de comprar livros e vídeos lá! As coisas tem mudado muito ultimamente, e a velocidade está aumentando...

quinta-feira, 30 de março de 2017

'Ser forte' ou 'convivendo com o dolorido'...

Pensata obtida agora ( via Google Images ) de
https://br.pinterest.com/pin/177540410284475691/

Olhem o que achei no Pinterest... Um bom momento de reflexão, que combina 'escolhas' com 'ser forte', não importa o que a pessoa compreenda como ter 'força'. Resiliência é um termo moderno que tenho visto associado com esta idéia, mas ela, ter força/ser forte, é tão antiga quando a humanidade. É um aprendizado que todo vivente deve assimilar, e transcende as eras de tão vital. Creio que o humano do Homem é muito caracterizado por esta virtude, senão não chegaríamos onde chegamos. Óbvio que existem outras honrosas qualidades das pessoas e/ou comunidades, mas viver é, em grande parte, confrontar dificuldades e obstáculos, e 'vencemos' se temos certa espécie de fundamentada determinação para enfrentar eficazmente estes cotidianos desafios.

O aforisma acima alude a uma condição que reza mais ou menos assim - "você nunca sabe quão forte és, até ser forte ser a única escolha que você tem". Quantos de nós não pensou (e efetivou) em desistir/fugir frente a determinada situação? Depois, muita vezes, se escolhemos 'entregar os pontos', ocorre o arrependimento, a baixa auto-estima, a decepção, a descrença, etc.  Ou seja, condições mentais que não ajudam a compreender globalmente o que realmente ocorreu. Todas as coisas que se nos ocorrem são 'datados' - constituem nosso entorno precisamente em contextos complexos que envolvem muitos aspectos e dimensões que nos determinam, boa parte, não sendo levado em conta na hora de agir.

Aprendi com um antigo filósofo Clássico (o grego estóico Epiteto ) que não são as dificuldades ou as coisas em si que são problemas, e sim o modo, a maneira com a qual vemos/pensamos estas coisas/dificuldades. Creio,  deste modo, que 'ser forte' é um aprendizado, um modo de atuar, de aplicar as coisas. Uma espécie de método, por assim dizer, de lidar com os desafios, obstáculos, problemas que todos enfrentamos. 

Um problema vital que se enfrenta mais dia ou menos dia é o da dor. Certo que a representação desta vivência, mais (ou menos) enredada em suas possíveis dimensões, com o corpóreo, com o físico - o fato é que é complicado estabelecer muitas vezes fronteiras entre a dor física, psicológica ou mesmo espiritual, assumem alguns, e vemos que 'dor' é sentida pela pessoa como um amálgama ou confluência de muitas dimenssões de sofrimento.

Outro dia ouvi que é uma grande bênção para alguém envelhecer depois que se torna sábio, e que constitui certo infortúnio quando se fica velho antes de ter adquirido a sabedoria. Agradeço aos Céus ter aprendido um pouco desta virtude, pois consigo encarar as minhas  dificuldades de modo a não as 'catastrofizar' desnecessariamente, ou seja, ve-las mais complicadas do que realmente são. Considero até que sou muito abençoado, pois constato que não tenho ou tive lancinantes problemas em minha vida. Minha biografia tem muito de ordinário ( querendo aqui significar, segundo o Houaiss, "conforme ao costum e, à ordem normal; comum" )...
 
Ultimamente tenho dificuldades de saúde que envolvem dor física, resultados da idade ou da carga de exercícios atleticos que realizei - com grande satisfação - em grande parte de minha vida. Consigo ver agora o enorme potencial danoso que estas condições possuem para minar o nosso temperamento. A constância da dor é excruciante. Tenho obtido algum sucesso em lidar com estas limitações via exercícios, remédios, mas o mais relevante vejo que é minha disposição em encarar de modo positivo (conquanto se possa considerar  alguma 'positividade' em dor física...) estas situações de (falta de) saúde. 

O 'simples'  fato de entender o que sucede já é um passo em lidar construtivamente com o dorido vivenciar da condição. A falta de rumo ou perseguir caminhos errôneos faz mais desabrido nosso sofrer. Muitas estratégias são divisadas, mas poucas com sucesso se não fazemos o 'dever de casa'...

De minha parte, complemento necessariamente as ações técnicas com o aperfeiçoamento da intelecção de todo o panorama que vivencio. Sou também abençoado em ter uma esposa fisioterapeuta, que está habitualmente à minha disposição para aplicar procedimentos  necessários ou possíveis. Mas a disposição do espírito é o que mais me faz lidar proficuamente com minhas limitações. Procuro entender o contexto todo, e vejo que sou muito aquinhoado pela Providência. Creio, assim, retomando o que falei no início deste ensaio, que "ser forte" constitui-se precisamente num conjunto de ações multidimensionais e interconectadas que revelam o preparo disposicional que a pessoa detem para lidar com sua idiossincrática determinação, e isso - ser forte - somente a pessoa pode ser.

quarta-feira, 15 de março de 2017

Relembranças...

Eu e Tia 'Consolita', nos anos 80...

Uma coisa muito boa aqui na GARAGE é poder garatujar, garabulhar algumas linhas, enquanto a clientela não aparece. Eu tenho curtido ficar sozinho com meus pensamentos, escutando boa música, coisa que fiz muito na adolescência - eu era meio sorumbático, macambúzio. Mas acho que os outros pensavam mesmo que eu era atormentado...

Esta tia, já falecida, irmã de minha mãe, de nome Consolação Aparecida Vieira de Souza, era uma figura. Ajudou muito a cuidar de mim e dos meus irmãos, e tinha um coração de ouro. Era muito divertida, apesar dos problemas de saúde. Lembro até hoje de muitos episódios... (Eu e meus irmãos, além dos primos, 'zoávamos' muito com ela; perceberam que eu estou fazendo 'chifrinhos' nela na foto, não?) Tinha uma paciência de Jó. Nunca se casou, mas parecia que não era problema para ela; talvez porisso que era feliz... Os muitos sobrinhos a paparicavam muito; era  um 'serhumaninho' muito solícito. As muitas irmãs, além dos amigos e amigas, a estimavam muito!

Quando penso em mulher forte, que enfrenta, guerreira, batalhadora, lembro dela. Gostava de conversar com ela. Lamento não ter apreciado muito de sua sabedoria e personalidade, pois era muito bocó, molecão e imaturo. Depois a gente cresce e vai fazer faculdade, e ficamos pretensiosos. Uma pena.

As pessoas vem e vão em nossa vida e, como uma lição atroz, as apreciamos com mais justeza depois que se vão. 

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Reminiscências...





Relembro aqui agora, resumidamente, minha trajetória rumo à Paz... meu maior bem.

A minha subjetvidade considero ter iniciada na adolescência, quando quedei-me um ser de relações, situado num pré-determinado mundo complexo que, para mim, assim apresentava-se como quase-incognoscível... Tive que me esforçar por muito tempo em examinar minha condição, auxiliado por numerosas leituras e reflexão minudente sobre meu entorno e suas determinações. Passava “horas” sentado, como em meditação, enredado em dilemas, mormente existenciais...



Quando pude colocar certa ordem na bagunça solipsista/subjetivista, pude então considerar os múltiplos assuntos de modo mais tranquilo, sem o bulício característico da juventude. Felizmente nesta empreitada pude ter o concurso da doutrina Zen-budista da Escola japonesa Soto, que exige certa disciplina e rigor intelectual.  Sim, porque sabia que sem sistema ou uma espécie de ‘barra de ferro’ não conseguiria sair do nevoeiro sem danos ou arrependimentos. Posso dizer que, malgrado certo distanciamento e modos ensimesmados que deixavam os circunjacentes algo encafifados, meu empreendimento foi vitorioso. Nunca me aproximei de certas modas ou paixões que devastam tanto o corpo como a alma, como diuturnamente observamos em certas criaturas, abandonadas à própria sorte, que se extraviam inapelavelmente em ‘viagens’ por vezes sem volta.



Resolver fazer posteriormente o curso de Psicologia me auxiliou a sedimentar os rudimentos de uma metodologia de entendimento da realidade mais palatável, dada as minhas notórias limitações. Intuí que duas disciplinas acadêmicas acessórias iriam me facilitar no assimilar de uma enormidade de conhecimento daquele campo do saber, em pouco tempo: Metodologia Científica e Estudos da Linguagem. Fiquei feliz ao ver, ao longo dos anos, o acerto de minha intuição. Realmente dominei um amplo espectro de habilidades que me favoreceram muito em meu fazer profissional.  E minha mente, não obstante as dificuldades de trabalho, dos casamentos e da saúde por vezes precária, ficou gradualmente mais pacificada, culminando em meu reconciliar tardio com o Pai Celestial, pela Graça imerecida, que detenho desde então. Ter Paz é tudo o que importa, ao fim e ao cabo.

sábado, 14 de janeiro de 2017

Osteoartrite (artrose)


Imagem obtida agora (via Google Images) de
http://www.hipandkneesurgery.ie/osteoarthritis.html

Sim... descobri que tenho osteoartrite (no local ilustrado acima). Aquelas dores difusas que andava sentindo após muita atividade, incluindo por vezes levantar peso, subir escadas, 'ferrugem' etc. depois foram ficando mais definidas, no fim do ano passado. Não consegui (ainda que tenha um ótimo convênio médico da Santa Casa Saúde) à época marcar consulta com ortopedista aqui na minha cidade, somente conseguindo atendimento numa cidade vizinha, felizmente com um médico muito bom. 
Após os exames específicos (os exames de praxe que faço rotineiramente para controle continuam - Graças ao Pai Celestial - não acusando nenhuma alteração!!), que foram alguns raios-X e certos movimentos executados pelo médico confirmamos o diagnóstico. Estou tomando somente colágeno, pois não quero saber de analgésicos ou anti-inflamatórios. Continuo não gostando de tomar drogas, a não ser quando estritamente determinado pelo médico em tratamentos. Complemento esta terapia fazendo regime (preciso perder pelo menos 20% do meu peso) e frequentando um Studio de Pilates 3 vezes por semana (felizmente existe um muito bom, quase em frente à minha residência). Já sinto melhoras sutis, pela iniciante estabilização das estruturas envolvidas.
 Hoje dia temos muita informação disponível via internet e, sabendo pesquisar, encontramos sites ótimos, acreditados. Fica mais fácil saber como proceder. Fico grato a Deus pelo modo como as coisas vão se desenrolando... Comprei uma bengala para enfrentar o desafio, mas não tenho precisado da ferramenta a todo momento. Interessante como a intensidade das dores flutuam ao longo do dia... Tem vezes que, depois de ficar sentado um tempo (quase não consigo ficar parado em pé) até começar a movimentar é algo ruinoso... Os ossos estralam (a turma do Pilates graceja e diz que somos 'crocantes'...) e curtimos nossa 'ferrugem' com estoicismo. Mas Deus sabe que em tudo sou muito grato a Ele e nunca seria capaz de formular algum tipo de reclamo. Mesmo nisto tudo consigo divisar as  muitas bênçãos imerecidas que sou detentor. 
É, a velhice chegou; estou a formular ponderações sobre questões da idade... Mas o melhor de tudo isso é que ficamos melhores 'filósofos' !
 

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Morte...

Gravura obtida agora (via Google Images) de
http://ilovehdwallpapers.com/view-phases-of-life-from-birth-to-death-2560x1600.html

Êita assuntinho que ninguém gosta de conversar. Quando se é jovem, pouco se pensa sobre o tema, a não ser quando confrontado inapelavelmente com ela - habitualmente para o jovem imagina-se que está muito longe de acontecer isso com a pessoa; então, para quê se preocupar... 

Mas à medida que envelhecemos, qualquer morte - relatada, anunciada, vilusbrada, enfrentada, etc - aparece como um lembrete de que ela nos espreita mais à frente, e isso maximiza-se se não temos boa saúde, passamos por algum 'perrengue', ou pertencemos a qualquer grupo de risco. 

Eu acho que pertenço a uma minoria - sempre pensei na dita-cuja, principalmente porque sempre me sentia muito vivo, e a morte parece bem ser o contrário disso. Acho que já contei aqui ou noutro lugar: depois que estudei diversos temas (principalmente os de cunho espiritual), vi que 'morte' pode ser concebida, com maior ou menor rigor epistemológico, como o contrário do nascer, e não necessariamente como o contrário da 'vida', não importa como se postule (também com maior ou menor rigor) o fenômeno da animação da matéria. 

Ocorre que ainda sabemos pouco sobre o que significa 'vida' ou matéria animada, vivente, com toda a multiplicidade e multidimensionalidade que implica; então, creio que a cessação destes processos e fenômenos do ter 'vida'/viver (ou, no humano do homem, existir) carrega/acarreta a mesmas dificuldades de compreensão e 'indefinições'.

Quando falece um aparentado ou amigo, logo após as exéquias voltamos nossas preocupações para as problemáticas mais prementes ou interessantes, visto que, quanto ao falecido, enterrado está, e em geral as coisas vão se resolvendo, tanto mais (ou menos) aproximada a pessoa do extinto. Quero dizer que, quanto à morte, nosso nível de preocupação ou consideração assemelha-se ao chiste   '...morreu? antes ele do que eu...' , pois pouco se pode fazer - dizemos a nós mesmos - frente à morte, a não ser aceita-la. Como ensinou Benjamin Franklin, ao lado dos impostos, é a morte a outra das duas únicas certezas que temos nesta 'vida'...

Esta pachorra em pensar o morrer nos faz ter sempre a mesma atitude nas suas diuturnas ocorrências: uma modorrenta consideração, apassivada e despicienda.

Alguns se apavoram, pelo inexoravel confronto com o desconhecido, e se assanham em divisar, com maior ou menor rigor uma 'explicação' que preencha o vazio do entendimento, ao mesmo tempo que acalme os temores da possível confrontação, mais dia, menos dia. 

Esta é a nossa compatilhada 'maldição' da posse da intelecção: saber-se finito, encerrável, esquecível (ainda que não se saiba a hora)... Vade retro!
   

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

350a. postagem... puxa!


Khal Drogo

 1. Acima, um dos personagens barbudos mais famosos nestes anos recentes, vivido por um artista neozelandês cujo nome não me lembrava mas, consultando o grande Oráculo Google, relembrei que se trata do (agora) famoso Joseph Jason Namakaeha Momoa. Ele esteve num dos Comic-con aqui no Brasil, e é uma simpatia só. Esta série da HBO que ele trabalhou, Game of Thrones, tornou-se uma das mais rentáveis do mundo. Muito boa, realmente, se bem que tem iniquidades do começo ao fim. Se ajudou alguém a ser melhor pessoa, ok, mas creio que foi, em grande parte, mais um bom entretenimento da massiva indústria do cinema.

2. Fim de ano com muito político cabuloso e poltrão, sem dúvida... Acho que é a classe mais odiada pelos brasileiros, com honrosas (mas poucas) exceções. Um mal necessário, diria alguém, e creio eu que se constitua num fenômeno intrínseco, inerente ao genero humano, quanto mais complexa se tornou a convivência social. Não tem mais volta e isto sinaliza a necessidade controlar esta choldra com todos os instrumentos possíveis. O povo está apostando muito na operação Lava-Jato, mas eu 'só acredito vendo'. Sou otimista por natureza, mas neste quesito sou/estou cético. 

3. Como o título indica, já postei 350 textos aqui, os mais diversos no formato e no conteúdo. Comecei quase de brincadeira, para conhecer o fenômeno, para não ficar alienado no domínio, depois como recursos para comunicar-me com meus netos e alunos, mas agora, para pensar comigo mesmo. É um exercício muito interessante. Professores há que usam do recurso do blog para fazer trabalhos colaborativos, facilitando a avaliação. Não chego a tanto. Acredito muito ainda no individualismo como fulcro do social, fundamentado no cultivo das virtudes. Isso funcionou muito no passado, mas perdeu-se muito do seu valor, dada a proeminência (mais 'didática' ou ideológica, creio) que o social assomou nesta modernidade... Quer um exemplo? Anteriormente, ser educado, ter urbanidade, era ponto de honra e marca do ser elevado; hoje, ser grosso, boçal, parece até que é 'distintivo', denotativo de o indivíduo ser assertivo, pro-ativo, etc. Inversão de valores, isto é que é...

 4. Como este ano passou depressa - indicando esta percepção que estamos inexoravelmente mais e mais envelhecendo... Já é Natal e 'daqui a pouco', Carnaval, quando começa a funcionar mal ou bem este velho brazil. Todo mundo está torcendo para que este 2016 "seja esquecido", tanta coisa horrível aconteceu neste ano. Que venha 2017 pleno de realizações e, principalmente, mais Ética para todos e tudo. Feliz Natal!
 

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Trump e destino...

Um dos inúmeros memes que saíram na web...

1. Gente... Depois do encerramento da votação entrei no Google Images, busquei TRUMP MEMES e ri por diversos minutos. Os americanos são também muuuito criativos quando se trata de ficar zoando com o próximo! Mas só deu este tipo de manifestação na web logo depois que o resultado da eleição foi confirmado. Meus filhos que moram nos EUA dizem que o diabo não é tão pavoroso como a midia está pintando. Eu também acho que pode ser que o gajo lá quando for empossado se conscientize que a posição de Presidente não combina muito com a que ele perpetrou enquanto candidato. O mal da estória toda é que a Hillary era péssima opção. Azar...


2. Agora que já passou um pouco do 'susto', podemos começar a pensar nesta eleição americana com menos emoção e tendenciosidade. Muitos, em que pese os institutos de pesquisa apontarem empate nas pesquisas, tinham 'certeza', pelos rompantes e grosseria boçal do loirão descabeludo, que a loirosa mentirosa e raposona iria ganhar... O grande problema que eu vejo é que o mundo se tornou "norte-americano-dependente", pois eles são muito grandes; tem uma indústria cultural absurda de produtiva (como quase tudo lá), influenciando muito a maioria dos viventes. Mas de certa maneira (vendo pelas virtudes deles, que são muitas) eles merecem esta liderança - se bem que todos sabemos que os chineses vão no futuro tirar deles esta hegemonia atual... Os chineses são malucos e são muitos - o que tem de chinês estudando nos Estados Unidos! E nós, ocidentais, cristãos nos valores, olhamos aquele pessoal de olho puxado com certa reserva... É muita diferença!

3.  Em vez de ficar tentando advinhar como será o futuro com aquele troglodita no comando da nação mais 'influenciante' do planeta, creio que o melhor, como país, é tentar mesmo arrumar a casa e, complementarmente, tentar se dar melhor com o próximo (com os cidadãos principalmente) e com os (países) 'semelhantes', não é mesmo? Mesmo porque eles são grandes mas não são tontos... podem ser neuróticos, mas são bem pragmáticos. E no fundo, posso testemunhar pelas minhas leituras e 3 visitas àquele país, que tem muita gente boa e decente lá, a maioria, podem crer. Eles não são gigantes em tudo assim por sorte ou destino, foi trabalho duro e muito estudo.

4. O pior que eu acho não é o que o Trump possa nos aporrinhar,  mas que nós nos comportamos como uma republica de bananas e não somos respeitáveis, sérios e profissionais, e não bastasse nosso amadorismo em tudo, somos muito mais corruptos que eles e muitos de nossos vizinhos aqui da Latinoamerika. Temos uma soberba injustificada e uma elite (principalmente os políticos) abjeta. Que Deus nos proteja, pois as perspectivas, com, sem, ou apesar do Trump, não são boas, por nossa culpa, em primeiro lugar...

Outro meme de Donald Trump obtido na web
via Google Images, parodiando o "Yes, we can"
do Obama...

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Fim de semana chegando...

Gravura obtida na web via Google Images

1. Deveria ter aberto a GARAGE há mais tempo! Tenho conhecido tanta gente bacana... Tem a divulgação boca-a-boca (que é o que realmente funciona a médio e longo prazo) mas tenho utilizado muito o Facebook.com/insonte , que é bem eficiente, como toda rede social. Bom número comparece todo mês... Tenho uma amiga querida que é versada em Marketing que vai dar valiosas sugestões para implementar o business. Meu horizonte para estabilizar a clientela é dois anos, e creio que vou atingir o partamar que desejo. Espero poder trabalhar até os oitenta anos, pelo menos! Ficar parado não é comigo, e como trabalho desde 1978, faço em 2018 exatos 40 anos como professor; acho que já cumpri meu tempo de docência...
2. Me rendi ao método Pilates... e, por mais uma bênção do Pai Celestial, tem uma ótima academia bem em frente à minha casa! Ruteca e eu estamos indo lá duas vezes por semana. Chega um ponto em que nossa "ferrugem" começa a periclitar a qualidade de vida.  E eu tenho 'encurtamentos' terríveis, que determinam que eu necessite alongar todo dia um tanto. Fiz Yôga muitos anos e não devia ter parado; hoje vejo como 'degenerei'... Mas acho que recupero boa parte, assim espero...

3. Fim do ano, e provas e exames nas Faculdades. A novidade é que terei que participar de sete bancas de apresentação de TCCs, coisa que fiz muito anteriormente. Vejo que, a cada ano, a dificuldade da moçada em guaratujar idéias fica mais trabalhosa. Não sei se é a cultura do WattsApp ou menos leitura ou desamor mesmo à última Flor do Lácio. O fato é que muitos termos que utilizo no dia-a-dia em minhas conversas ocasiona que os jovens façam acintosa cara de pastel. 

foto obtida agora (via Google Images) de
http://www.espacovillapilates.com.br/metodo.aspx

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Barbearia GARAGE, cristão-novo e Shell...

GARAGE Barbershoppe São João
(foto via meu Apple iPad Mini...)

1. Coloquei parede de vidro na Barbearia; estava sujando o local quando tinha vento e chuva forte... Acho também que vai melhorar em relação ao calor, quando chegar janeiro/fevereiro. O teto da garagem é baixo, mas deixei uma passagem na parte superior do vidro, o que garante boa circulação de ar. E um pouco de privacidade sempre é bom. Do lado de fora, ao lado do sofá, vai uma floreira para ficar mais elegante...

2. Coloquei Frank Sinatra (All of Me - MIB Music/Unlimited Media) e depois Tony Bennet (The Ultimate Tony Bennet e Tony Bennet MTV Unplugged, ambos da Columbia) no CD player e matei a vontade da boa música norte-americana. Bons tempos! Agradeço ao meu velho pai que sempre teve música e melodia de alta qualidade em casa. Sempre admirei a preferência dele por orquestras e música clássica. Deveria ter guardado os discos - sumiram na poeira do tempo...

3. Tenho 6 monografias de TCC para ler e sugerir modificações. Felizmente nestes quase 40 anos de formado, 39 para ser mais preciso, faço esta tarefa até com boa velocidade. Vejo como, parece, que fica a cada vez mais dificultoso para a juventude escrever com as mínimas qualidades que facultam a qualquer texto cumprir sua missão: bem comunicar algo. E no âmbito acadêmico, também isto se torna mais excruciante (aos olhos da mocidade...) pois depende de muita leitura, disciplina e dedicação, virtudes que hoje nem todos estão dispostos a perpetrar.

4. Meu vizinho mudou de mala e cuia. Eles tinham, em sua garagem, um pequeno comércio ("Empório das Águas"; nem sei se ficamos devendo algo para eles...) de artigos de armazém tipo secos e molhados, como se diz  (ahh... minhas raízes portuguesas de quatro costados!! Quando conheci esta locução fiquei intrigado e, como sempre fazia e faço, corri ao dicionário e sabe o que significa? De origem "pelos dois avós paternos e pelos dois maternos". Sim, 'Vieira'  e  'Dutra' são bem portugueses, com muito orgulho).  Mas falando de raízes, note que do sobrenome "Vieira", sou-o dos dois lados,  mas as familias não tinham parentesco próximo e talvez nem tão longínquo... Minha mãe disse que 'vieira' é, em Portugal, o nome da concha - uma concha parecida com aquele símbolo da empresa petrolífera Shell - que os cristãos-novos (judeus convertidos à força na época da Inquisição) tinham que carregar no peito, como uma especie de salvo-conduto. Graças aos Céus nasci nesta época!

Imagem obtida agora (via Google Images) de
http://www.logodesignlove.com/shell-logo-design-evolution

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Exames... e Iron Maiden


Foto obtida agora (via Google Images) de
https://www.imprensadorock.com.br/iron-maiden-traz-o-livro-das-almas-para-show-imperdivel-em-sao-paulo/

1. Hoje já cedo fui no meu médico proceder aos exames periódicos; já levei ao convênio as guias para concederem à burocrática autorização. Desde os 40 anos faço os acompanhamentos religiosamente e, graças, nunca houve alteração... Sou abençoado inclusive nisto: não gasto muito para gerir a saúde, e não abuso em nada. A única coisa é que, preguiçosamente, postergo o reinício de minha atividade física regular. Nunca imaginei que iria ficar madraço, mandrião neste aspecto!

2. Coloquei um  Iron Maiden, o famoso conjunto britãnico, no CD player. Paulêra! Este CD é um ótimo: "Somewhere back in time", com o melhor de 1980 a 1989. Eles são muito famosos também pelas capas dos discos, vejam só... Muito louco! 

3. Loucura. Ontem apareceram quatro clientes logo cedo e, quando vi, fui almoçar somente às 14 horas. Nem vi a hora passar. Uns vieram pela página no facebook.com/insonte, outro foi cliente retornando (graças!!), e outros, por causa de uma publicação que coloquei num hebdomadário anárquico-comercial-satírico aqui da cidade, o "Jornal do Parabrisa" (como o nome sugere, antes o mesmo era colocado aleatoriamente no parabrisa dos carros estacionados em via pública; hoje é distribuído gratuitamente nos sinais de trânsito do centro da cidade). 

4. Neste calor, só tomando tereré ao lado dos ventiladores... mas o noticiário do tempo informa que no fim de semana chega outra 'frente fria', tomara! Ganhei mais duas bermudas de minha mulher Bilú; umas das coisas fascinantes aqui da GARAGE é que posso trabalhar bem "informal", de bermudas e camiseta, como sempre sonhei... Acho tão ridículo e sem lógica esta imposição social de roupa 'pesada' neste clima tropical. Sem noção... 

5. Depois de velho tenho uns 'doloridos' extemporâneos que aborrecem e, por Júpiter!, ainda me lembro de posturas e gestos do Yôga que fazem sanar a azáfama. Nunca deveria ter parado de praticar esta arte-ciência mais que milenar... Sinto falta dos bons tempos das aulas da Mestra Marina e do meu guru Bahjat Marrach (ambos já habitam as mais altas dimensões acima da nossa; fiquei feliz que pude ir às exéquias de ambos). Foi uma época de aprendizado memorável, em todos os sentidos. Minha orientadora do Mestrado, Professora Maria Eunice, conheceu a iogista Marina. Grandes almas, todos os três, pessoas éticas em tudo. Saudades! Temos muito carinho pelos docentes que nos ensinaram com tanta amorosidade...

Fotinho obtida agora (via Google Images) de
http://outroindie.com/iron-minions-como-seriam-as-capas-do-iron-maiden-se-fosse-estreladas-por-minions/

sábado, 22 de outubro de 2016

Memória... apagando??

 Foto obtida agora (via Google Images) de
https://blogwithvhelps.files.wordpress.com/2014/09/memories-2.jpg

1.  Pessoal, acho que estou com um processo de depleção de memórias... Não estou em pânico porque acho até que é da idade (interessante, ao sentar aqui na barbershop e começar a escrever, este termo 'depleção' veio dos meus subterrâneos - palavra que devo ter aprendido nas minhas leituras de juventude e/ou na idade quase-madura) - e,  afinal, lembro de algumas coisas antigas razoavelmente, e consigo hoje ter boa autonomia, mas para assuntos recentes ou banais tenho uma dificuldade quase-exasperadora de rememorar. Estou começando a avisar as pessoas mais amigas ou íntimas: se a  coisa desmemoriante piorar (e eu não me der conta, pois até agora parece que estou no comando...), ou eu desandar, peripatético ou não, por favor, eu rogo, me avisem! No limite, determinei à patroa para não perder a saúde por minha causa (já é um assunto sólido de pesquisa na Academia o stress do cuidador...), deixando o meu cuidado a profissionais. Imagino se um dia ficar com Alzheimer e ela for me visitar num nosocômio ou Lar, vou certamente ficar alegre conhecendo 'todo dia'  uma mui atraente moreninha...

2. Hoje cedo assisti a dois DVDs com os Bee Gees (Live By Request, e One Night Only) e matei as saudades. Quantas décadas de sucesso musical fizeram estes irmãos! Melodias lindíssimas eles compuseram e que marcaram muitas vidas. 

Então... eu faço muitas coisas para treinar a mente/memória, como ler, experimentar sons, odores e imagens diversificadas; levo vida bem ativa, como uma noz ou amêndoa todo santo dia, tomo alimentação bem 'colorida' etc. e tal; portanto, se ficar gira um dia, vai ser certo azar... Agora, por exemplo, estou a relembrar um cara que ouvi muito, principalmente na faculdade - nossa, acho que já falei sobre tudo isso aqui... rs rs - o Johnny Winter, muito bom, um blues-man e roqueiro norte-americano da maior constelação. Estou espanando os neurônios, decididamente.  Mas no fundo, amigo, Deus está no comando e tudo vem pela Soberania d'Ele portanto, confio e agradeço, o tempo todo. E quando lembro/reconheço vez por outra que esqueci maldades e porcariadas das pessoas, até acho bom! Mas eu gostaria de lembrar mais do tempo, principalmente, em que convivi com as crianças, que foi muito intenso, mas quase nada restou. Muitas coisa 'sumiram' de minha mente; parece que pouco vivi - apesar 62 anos... Às vezes penso que meu treinamento zen-budista e do Yôga (que me foram muito intensos em algumas décadas), ensejando o desapêgo e o viver inarredável  do aqui-e-agora, determinaram-me uma modalidade alternativa de considerar precisamente o vivenciar. Medito muito nisso e, cáspite!,  não chego a conclusão.

3. Bilú voltou agora de um passeio à tarde no centro da cidade e, homessa! trouxe-me um jornal. A esta hora um 'hebdomadário' é difícil de se achar nas bancas de revista. Como mudei meus hábitos desde que abri este estabelecimento, trabalhando aqui de terça a sábado das nove às treze horas e das quinze às dezenove horas, fica mais apertado dispor de uma hora para fazer o que precisamos fora de casa. Mas quem tem uma 'santinha' como esposa não se aperta...

foto obtida agora (via Google Images) de
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