quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Carta de Princípios 2015


Wordle obtido agora (via Google Images) de
https://help.scholar.vt.edu/Upgrade/

Esta é a minha carta de Princípios deste ano para minhas atividades docentes no Centro Universitário onde trabalho:

                Este documento é dirigido ao corpo discente visando ratificar algumas normas institucionais importantes envolvendo o relacionamento estudante-docente, além de comunicar determinadas expectativas do docente sobre os atos acadêmicos. Espera-se comentários e contribuições para seu aperfeiçoamento.

  1. O professor considera que o aluno universitário habitualmente experimenta uma espécie de ‘choque’ quando se defronta com a metodologia de ensino acadêmico, que pode diferir muito do segundo grau. Ele ou ela se confronta com posicionamentos teóricos que vão mexer com crenças arraigadas, apesar de muitas vezes ainda não ter tido contacto com os assuntos de forma mais sistemática. É natural o aluno sentir dificuldades (que variam em grau e tipo) nesta ou naquela disciplina.
  2. O estudante não deve esperar que o docente vá dar respostas a todos os questionamentos – a meta principal é o aluno sentir-se desafiado a aprender, com certo detalhe, o que os estudiosos propuseram sobre os diversos assuntos e seus principais aspectos, identificando os fundamentos que embasam suas visões. Isto envolve um processo complexo, que fundamenta a gradual aprendizagem de qualquer área de estudo, durante todo o curso (e continua mesmo após a formatura...).
  3. Muitos alunos parecem satisfazer-se somente com que o professor comunica ou trabalha em sala de aula. Na atualidade, qualquer área de estudo é vastíssima, e as aulas acabam abrangendo um pequeno percentual do conhecimento total que existe, inclusive pela limitada carga horária destinada durante a semana. Assim, o docente assume que cabe ao aluno autonomamente AMPLIAR seu conhecimento em todas as matérias, complementando-as com atividades extraclasse, realizando sua própria pesquisa e aperfeiçoamento nas diversas áreas, seja pela internet, seja por estudos dirigidos na Biblioteca, etc. O professor poderá contribuir nesta empreitada, se o aluno ou aluna desejar.
  4. Principalmente em sala de aula, o aluno deverá exercitar suas capacidades de argumentação crítica, ou seja, suas habilidades em oferecer razões sustentadas para seus posicionamentos, ao mesmo tempo em que aprimora suas capacidades em defender sua visão contra as críticas daqueles que discordam dele, ou daqueles que possuem posicionamentos alternativos. Um pressuposto de qualquer trabalho universitário é que um posicionamento, uma visão, requer o suporte de argumentos (assertivas) pertinentes, adequadas. O principal aprendizado do aluno será permitir que alguns de seus posicionamentos sejam alterados, modificados, em face dos argumentos de outros que (igualmente de modo fundamentado, justificado) dele discordam ou se diferenciam.
  5. Muito do trabalho docente é conscientizar o alunado no sentido da descoberta dos mesmos serem os sujeitos do processo educativo (e não o objeto). Assim, os alunos devem aprender a assumir suas responsabilidades dentro de uma caminhada vivencial que contempla, de um lado, o autoconhecimento e, noutro lado, o constante aperfeiçoamento e atualização de seus conhecimentos.  Dito de outro modo, espera-se que o aluno seja o gestor do seu próprio aprendizado, na medida do seu engajamento e necessidades pessoais, e este aprendizado será tanto mais rico quanto sua dedicação à disciplina, assiduidade, sentido ético e esforço em realizar um trabalho de qualidade.
  6. O docente age na situação de sala de aula como um ‘catalisador’, funcionando mesmo como um facilitador da aprendizagem do aluno. Não se considera mais hoje que o professor ‘forneça’ o conhecimento: ele coopera junto ao aluno no aperfeiçoamento gradual de suas competências e habilidades acadêmicas, intelectuais e sociais. A atividade em classe pretende ser uma experiência enriquecedora para ambos, orientador e orientando onde, antes de ser mera obrigação didática, pretende constituir-se num espaço para o exercício de (con)vivências interpessoais significativas.
  7. Qualquer disciplina abarca um conjunto de atividades humanas a serem praticadas, e não um mero corpo de fatos a ser memorizado. Se o aluno faltar e não se atualizar sobre as atividades ocorridas, dificilmente elas surgirão ‘espontaneamente’ em sua mente, concorrendo para que o aluno não satisfaça os critérios de aprovação propostos.
  8. Em princípio, o docente assume que a grande maioria dos alunos é daqueles que demonstram respeito pelos demais colegas, não se atrasando para o início das aulas ou não adentrando à mesma ruidosamente. O professor adicionalmente crê que os alunos possuam um mínimo de capacidade de planejamento de suas atividades intra e extraclasse, de modo a evitar que ‘necessitem’ retirar-se da sala de aula (mesmo que depois voltem), antes da mesma ter terminado.
  9. O professor acredita que cabe aos alunos grande parte da responsabilidade em criar, manter e cooperar para a existência de um clima de ensino-aprendizagem adequado em sala de aula, onde ocorram efetivamente produtivas e questionadoras (motivadoras...) discussão e reflexão.
  10. O regimento interno da Instituição de Ensino Superior prevê que o aluno possa faltar em até 25% do total de aulas efetivamente ministradas, o que, em tese, abrange urgências e emergências a que todos estamos sujeitos. As compensações de faltas (não existe abono de falta) somente são autorizadas legalmente em certas situações (como p. ex., gravidez, doenças infectocontagiosas, serviço militar) e, para tanto, certas requisitos deverão ser cumpridos – o aluno deve se informar sobre as exigências, procedimentos e prazos específicos para requerer o Regime Excepcional. Se o aluno precisar faltar por motivo justo e avisar com antecedência SUFICIENTE ao docente (aconselha-se o envio de SMS/’torpedo’, ou um telefonema), o mesmo poderá, a seu critério, conceder até uma presença extra ao aluno durante a chamada em sala de aula, e desde que posteriormente não falte mais às aulas.
  11. O Regimento Interno do UNIFAE determina a aplicação de uma Avaliação semestral oficial, ao término do semestre, bem como um Exame final. A média final para aprovação (abarcando avaliação oficial e exame) é ‘cinco’ – 5,0. O docente poderá aplicar uma avaliação parcial não-oficial ao final do primeiro bimestre, que será ponderada com a prova oficial, para determinar a média do semestre. Se o aluno alcançar 7,0 (sete) nas avaliações parcial e oficial será dispensado de exame final.
  12. É esperado que o aluno tenha questionamentos e outras necessidades acadêmicas relacionadas à disciplina, em seus diversos aspectos. O professor está à disposição para entrevistas, a qualquer tempo. Por motivos óbvios, se o aluno, por qualquer razão, decidir procurar o Coordenador do Curso antes de falar com o docente, fica reservado a este conduzir a solução da pendência somente com o Coordenador do Curso, desde que devidamente notificado.
  13. É normal que o aluno tenha dificuldades em determinada disciplina, não alcançando boa nota nas avaliações parciais e oficiais. O professor poderá, mediante solicitação do aluno, autorizar ao mesmo a realização de trabalho(s) complementar(es), de modo a melhorar o aproveitamento. O aluno deverá demonstrar que o trabalho é de sua própria execução, e deverá realiza-lo à mão, seguindo as regras de apresentação do Manual UNIFAE de Elaboração de Trabalhos Acadêmicos.
  14. Fraude de qualquer natureza ofende o docente e os colegas do aluno, não beneficiando de modo algum o Curso, a Instituição de Ensino e seus funcionários. O docente acompanhará cuidadosamente as atividades, averiguando evidência de fraudes. Toda transgressão será devidamente penalizada de acordo com a política educacional vigente.  Em outras palavras, o docente espera que cada trabalho ou avaliação de aprendizagem seja da lavra própria do aluno. Plagiar, preparar trabalhos em nome de alguém ou faltar com a verdade dos fatos em provas e demais atividades será tratado de conformidade com o Regimento Acadêmico do UNIFAE.
  15. Pode ocorrer que uma aula seja cancelada ou substituída por outra atividade acadêmica. Nesta situação, a atividade poderá ser remanejada automaticamente dentro do calendário de dias disponíveis. O cronograma de aula será atualizado no primeiro dia de aula disponível.
  16.  É responsabilidade exclusiva do(a) aluno(a) manter-se atualizado quanto ao seu prontuário acadêmico, suas faltas, e também sobre as atividades acadêmicas intra e extraclasse. Adicionalmente o aluno deve inteirar-se, principalmente, das normas de funcionamento do UNIFAE sobre processos de matrículas, rematrículas, cancelamento e trancamento de matrículas, transferências, solicitação e recebimento de documentação diversas, funcionamento de estágios supervisionados, Programa de Atividades Complementares, elaboração de TCC (monografias de final de curso), bem como sobre as normas de Regime de Dependência e Adaptação. Falhas de entendimento e desconhecimento destas e de outras normas da Instituição pode acarretar sérios prejuízos acadêmicos ao(à) aluno(a).
  17. Aquele(a) que ficar em regime de Dependência deve procurar o docente NO INÍCIO DO SEMESTRE para acertar os trabalhos escritos e a matéria da prova, de modo a livrar o(a) aluno(a) o quanto antes da retenção.
  18. O docente reafirma seu compromisso de desempenhar suas funções docentes com pontualidade, qualidade e dedicação, colocando-se inteiramente à disposição dos alunos. Adicionalmente considera que, ao colocar esta CARTA DE PRINCÍPIOS no Portal Acadêmico UNIFAE, todo aluno e aluna tenha tomado conhecimento do mesmo.

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Reinício de aulas...



Quadro obtido agora (via Google Images) de
http://www.greentour-kyoto.net/arts/returning-homeedo-paintings-from-the-gitter-yelen-collection-2/

As férias estão se acabando, como foram 'rápidas' este ano... Parece que foi ontem que as aulas acabaram! Pelo menos acho que estou descansado, pelo tanto de filme que assisti aqui em casa.. estimo uns 35... A maioria chambara, mas vi também uma série muito bem feita, VIKINGS, originalmente passada no NatGeo - National Geographic Channel... Muito boa; este ano deve passar a terceira temporada. 

A grande preocupação destes tempos é a falta d'água. Aqui em São João não sofremos este problema, inclusive porque a população se conscientizou e anda economizando. Mas eu já estou vendo caixa d'água para comprar, pensando em armazenar água de chuva, etc. E tenho visto soluções criativas para poupar o precioso líquido. O maior problema é que ela é muito barata, e o cidadão desperdiça mesmo neste cenário... Aqui em casa somos eu e Ruth e gastamos não mais que 15 dólares por mês para ter serviços de água e esgoto, imagina...

Para variar, um superior meu lá na Universidade pediu um trabalho (sim, estou de férias mas moro no Brasil...) de última hora para ser entregue segunda feira - o bom é que minhas desenvoltura e  produtividade são muito elevadas naquilo que é minha expertise... Projeto é comigo mesmo, costumo dizer. 

Ontem fomos, Bilú, Brunhilda, Telma e eu, a Mogi Guaçu numa atividade da SAF - Sociedade Auxiliadora Feminina, da Igreja Presbiteriana. Depois das atividades (duraram a tarde toda, num calor infernal na Igreja sem janelas - pode??) passamos pelo Shopping Center (os Mall aqui de brazólia...) da cidade, que não conhecíamos. Pelo tamanho, nos Estados Unidos seria uma lojinha do Costco ou da Target, mas pelos nossos padrões é de tamanho bom. O legal lá é que tem muitas vagas de estacionamento para cadeirantes ou idosos, como o meu caso... Ruth sempre adora pois tem que andar menos, veja só. Comprei mais alguns DVDs e Blue Ray Discs para desfrutar aqui. Sinto saudades de minha sogra; ela adorava cinema! Sinto saudades de nossas conversas e de sua risada gargalhada. Eu seguramente iria buscá-la para ver todos os filmes que tenho comprado. Que saudade dela, foi embora tão cedo...

Durante o dia penso e 'decido' tanta coisa para vir comentar aqui e, depois, quando sento aqui neste terminal, as idéias simplesmente 'fogem' - que horror a idade, ficamos esquecidos demais. Mas acabo de ler um artigo bem interessante do Físico brasileiro radicado nos Estados Unidos, o Marcelo Gleiser, no jornal Folha de São Paulo, que dá o que pensar. O nome do artigo é  "ARTIFÍCIOS DA INTELIGÊNCIA  -  O que será da mente se máquinas pensarem?", e pode ser baixado em sua versão digital precisamente neste endereço aqui:  http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrissima/206369-artificios-da-inteligencia.shtml  É muito legal; fala sobre o impacto da maquinaria (principalmente a cibernética) na natureza humana. Nesta edição do jornal (o melhor do Brasil hoje em dia, em minha humilde opinião) também tem uma crônica divertida do Ferreira Gullar, nosso maior poeta vivo, mas não se consegue acessa-lo sem ser assinante. Como ele escreve bem, é um deleite semanal. Já recortei os artigos para usar com os alunos em sala de aula! Mahalo! Aloha!!



sábado, 10 de janeiro de 2015

Férias amodorradas...



Livia, eu e Ruth, em 08 de Janeiro de 2015

1. Liv veio passar uns dias aqui em casa, mas a levamos de volta ontem para Rio Claro... saudades! Está moça já, bem adolescente, e vive encafuada nos gadgets dela, mas até que desta vez ela devorou mais de 300 páginas de um livro que eu tinha comprado para ela na Livraria Saraiva... Está bem alta a rapariga, e acho que vai ficar do mesmo tamanho das outras duas manas (1,80m.) ...

2. Tenho tanta coisa para contar ao longo do dia, mas quando sento aqui no terminal as ideias me fogem... ando a cada dia mais esquecido, mas tem acontecido de brotar reminiscências assim, do nada, em minha mente - outro dia diverti a Ruth com lembranças do tempo da Indústria Química DPV, comentando sobre os tipos humanos que lá havia. O que mais gosto é o Celso, um afrodescendente que ria de si mesmo e de suas dificuldades, tendo uma disposição e temperamento admiráveis. Certa vez fiquei intrigado com certo esquete que ele teimou em fazer o dia inteiro com quase todos os seus colegas de trabalho. Ele era baixo, de compleição não muito, digamos, privilegiada para os padrões estéticos exigentes desta pós-modernidade, e ele de repente encarava o colega e perguntava "você queria ser eu??". Risos e mais risos, pelo absurdo da cena, e todos mofavam do fato das pessoas ficarem sem ação, totalmente sem jeito... ele era uma peça rara, como se diz. Outra cena: eu tinha um ornamento artificial na minha sala, uma folhagem com flores bonitas que ele admirava. Uma vez, vendo que ele gostou muito do vaso, eu pedi para ele ir pegar água para colocar na planta... e ele ficou conhecido na firma por ser aquele indivíduo que rega planta de plástico. Mas ele recebia bem as brincadeiras; era boa-praça! 

3. Que calor, cruz crédo! Vamos ficar uns dias na praia, vou recompor meus níveis de Vitamina D... Houveram arrastões na praia da Enseada, mas parece que o problema já foi debelado pelas autoridades. É o mundo atual... o negócio é não levar nenhum pertence de valor na praia, focar só na cervejinha e olhando a paisagem. 


4. Enquanto escrevo aqui coloco rádios de Smooth Jazz para ouvir. É o gênero mais apropriado para devanear... Quem gosta de ficar ouvindo música de fundo deve tentar colocar o aplicativo www.tunein.com - é um agregador de rádios, notícias e outras coisas mais... Eu recomendo!

  

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Sex-agenário...



Foto baixada agora (via Google Images) de 
http://l-amour.net/papi-et-mamie-saiment-encore/

1. Ultimamente tem sido engraçado: desde que virei sex-agenário tenho aproveitado as oportunidades em filas, estacionamento, etc. Por vezes as pessoas olham desconfiadas, intrigadas para a minha figura mas, não sei se pelos meus 1,90m. ou porque meu rosto normalmente é de poucos amigos, as pessoas não dizem nada - conformadas, ao que parece.

Agora há pouco estive no plano de saúdo ao qual sou filiado, para atualizar umas guias de exames. A sala estava cheia! Pensei que iria demorar bastante, mas com o acesso privilegiado pela idade, até que foi rápido. Sei que já amarguei muita fila interminável antes dos 60 anos, mas ainda agora sinto-me como que abusando, ainda que seja direito meu.

Mas vejo que logo-logo a coisa vai desandar: já tinha lá na oportunidade muito idoso na minha frente, sem falar nas mães com bebês de colo ou grávidas. Daqui a pouco, a taxa de idosos na população vai ser muito mais elevada e não vai adiantar muito ter a legislação a diferenciar as idades para dar mais qualidade de vida... 

Mas enquanto isso Ruth é que vai gostando mais da ideia: nos Shopping Centers agora podemos colocar o carro mais perto da entrada, aproveitando as vagas de idosos do estacionamento, e ela não precisa andar tanto como antes. Eu já acho que sempre uma atividade física a mais é bem vinda para tirar-nos da pasmaceira...

2. Hoje cedo fui no Lar São Vicente (antigo Asilo...) fazer barba e cabelo dos idosos, como sempre faço às terças e sábados. Sempre é um privilégio esta honra que o Senhor me concede em servi-lO. Ele me guia na ida e na volta à minha casa, e sinto-me jubiloso em realizar algo para engrandecimento do Seu Nome. Muitas vezes aproveito para relembrar algum idoso de lá sobre as bênçãos de nosso Deus e muitos ficam gratos em compartilhar. Neste mundo decaído e nas condições de saúde que muitos estão lá somente pelo espírito que se consegue proferir algo que seja edificante para a alma deles.  Falar de Deus é algo que nos aproxima da pessoa idosa, pois a maioria teve formação cristã, e estas recordações sempre são gratas, de parte a parte.

Não sei sobre o futuro, mas os jovens parecem estar sempre em outra motivação, onde a religiosidade não ocupa lugar primordial, como nas gerações pregressas. Com tudo o que vi e vivi, sei que religião ainda é a via que efetivamente resgata o ser-aí, que parece mais e mais perigosamente balançar entre a sanidade e o desespero, nestes nossos dias. Na sociedade de hoje, é muita maluquice alvoroçada, ansiosa e recorrente que se presencia, suscitada pela tecnicidade tirânica, onipresente, e também pelos valores cada vez mais hedonistas.  Tenho conversado muito com minha caçula, e parece que a mente dela é bem alerta, orientada, conscientizada. Quanta preocupação para o pai moderno! Quem viver verá...

3. Trouxe de Campinas mais alguns DVDs Blue-Ray para passar as tardes e algumas manhãs na minha 'maratona' de videos chambara. Tirei também do baú alguns mangás sobre as sagas samurai de diversos heróis, que aprecio sobremaneira. As histórias são um belo mostruário dos valores daquela época, que muito aprecio. E são muito bem desenhadas, com enredos emocionantes. Só quem conhece pode aquilatar a enormidade dos afetos envolvidos...

A julgar pelo que se vê cotidianamente nos jornais, a Civilização vai ter que se reinventar, pois parece que os valores mais elevados estão démodé, e o interregno das gerações maior, a cada vez.  No que tange à educação, tomei algumas decisões 'didático-propedêuticas' para adequar/facilitar minha vida profissional doravante. Vou mudar meus valores sobre o processo ensino-aprendizagem, e adaptar minhas ferramentas aos novos tempos. Não, não é só usar mais intensamente os recursos digitais, mas ter uma relação professor-aluno mais diversificada, em sala de aula principalmente. A moçada não tolera mais aquela aula tradicional, quase-professoral. A tônica hoje em qualquer organização é o trabalho colaborativo, e vou por esta via, inclusive porque facilita a aquisição de habilidades de tomada de decisão. Vou acelerar o processo de aquisição aos alunos destas competências. Vou ter que reformular muita aula, mas "faz parte"...  

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Primeira de 2015, 302a. postagem...



Gravura obtida agora (via Google Images) de
http://br.freepik.com/vetores-gratis/2015-minimalista_759245.htm

1. Primeiro post de 2015... A contagem de publicações deste blog indica que esta é a 302a. postagem, o que até acho baixo, levando em conta que desde o final de 2008 me propus a rabiscar aqui... é algo até  talvez psicoterapeutico; em vez de rabujar, escrever! E os poucos que são amigos podem acompanhar meu pensar (e portanto existir, segundo o Cogito) sem a quase-frieza pasteurizada do Facebook, que pouco frequento.

2. Vejo aqui no iPad Retina Mini as notícias que chegam pelos jornais virtuais. Assino o Correio Popular, de Campinas, mas acabo vendo também neste dispositivo o que existe nos aplicativos da BBC News, no Flipboard, no CNN, Slate, The Economist, The Root, no Zite, no The Sao Paulo Times, UOL ... vejo que sou viciado em informação. Preciso um detox...

3. Nestas publicações, além de assuntos de Filosofia (Ética, Epistemologia), Ciências e Tecnologia, procuro ler coisas ligadas à linguagem, à Hermenêutica, da Gramática. Creio que uma das atividades precípuas do educador seja corrigir o mau uso do vernáculo por parte dos alunos. Se deixar como se observa, daqui a pouco estaremos proferindo palavras irreconhecíveis... A língua é coisa viva, mas o que faremos se em duas ou três gerações os jovens só puderem ler nossa  literatura com dicionário??

4. Uma coisa intrigante que (primeiro por motivos profissionais e depois por motivos espirituais) volta e meia reflito é o suicídio, e parece coisa óbvia, mas não existe um trágico ato igual ao outro, pois as motivações são assemelhadas; mas, como as pessoas são únicas, pela biografia de cada qual se tornam eventos parecidos na finalização, mas únicos na origem e destinação. Ficava impressionado principalmente com o suicídio daqueles mais aquinhoados pela inteligência pois, à primeira vista, matar-se traz embutida certa contradição, mas quem pode julgar? Quanto mais penso vejo quão complexo é o tema. Creio que nunca vamos chegar a uma conclusão, pois fatores emocionais (leia-se aqui algo primitivo, instintivo) estão na base do fenômeno, e a Psicologia ainda sabe pouco sobre isso. Mas creio que, deslocando-se o foco da análise, o problema mesmo fica para aqueles que sobrevivem pois, ao morto, 'resolvido' está...

5. Acabo de receber convite, nesta sexta feira cedo, para um churrasco. Não costumo comer muita carne - creio que é algo tóxico se consumido em excesso (soube certa vez que uma pessoa vegetariana, vacilou e abusou, vindo a falecer por causa disso!!) e fico mais na verdura-frutas-legumes mesmo. Quero chegar aos 90 anos pelo menos, e lúcido!!

6. Paro tudo o que estou fazendo e vou preparar o café de minha esposa. Normalmente eu que ofereço a ela a bebida - ela tem as horas certas para sorver a tisana (às 07, às 10 e depois às 16hs), senão sobrevém certa dor de cabeça... Cada um  é cada um. 

7. Agora nas férias passo parte das manhãs vendo filme japonês (aprecio os chambaras - filme de samurai) fascinado mais pela fotografia, mas aprecio também os valores do bushido - o modo de vida daquela classe de militares - que veio a moldar muito do caráter do povo nipônico. Tem muito disso nas lutas marciais, em especial o sumô (aliás,  nas próximas semanas inicia-se o torneiro de janeiro...) mas vemos principalmente no kendô - a arte marcial das katanas, as mortíferas espadas super afiadas... Minha frustração é não ter aprendido esta modalidade de luta - só tem dojos nas grandes cidades...

8. Estudando agora pela terceira vez as Institutas, de Calvino, vejo ainda mais como esta voragem tecnológica despersonaliza as pessoas, pois ajudam muito a desvia-las do que é o mais importante - conhecer ao nosso Criador, mediante o (único e definitivo) Mediador. Como a religião está se tornando algo secundário! Cada vez menos pessoas vão aos cultos. Cada vez menos os pastores visitam os membros, que também não se congregam, em parte por falta de atividades além das costumeiras  - louvor e adoração -  da semana, levadas a cabo nos templos. Tempos tristes.

9. Semana que vem vou a Rio Claro - trarei a Lívia para passar a semana conosco. Cada dia fica mais lindinha a minha caçula. Mas está moça cada vez mais, e deixa o velho aqui orgulhoso. O tempo vai passando, às vezes rápido, outras vezes arrastando... Mas tudo passa mesmo, só não passa o (incomensurável) amor de Deus.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Ecos natalinos... e algumas fotos!



Família Geraldo Vieira Dutra (da esquerda para a direita...):
Luciano (primogênito),  Lia (quinta filha),  Geraldo (patriarca),  Lucas (segundo filho),  Lucia Helena (quarta filha),  Firmina (matriarca)  e  Luiz Sérgio (terceiro filho, o autor da foto), em 26 de Dezembro de 2014

       Todo ano é comemorado o nosso Natal e logo após o aniversário do patriarca, o que sempre 'estica' as festividades. Boas lembranças, que fazemos há quase 60 anos... Vamos fazer tudo para que esta tradição continue na família. Mesmo porque a moçadinha continua a aparecer, crescer e acostumar-se com as festas e comemorações. Bem, boa parte da família (especificamente o meu ramo) não participa, por 'n' razões, mas é válido assim mesmo. Estes mistérios somente serão revelados além do véu.


Esta foto é restauração digital de slide; aparece nela minha avó
paterna, Vó Adalgiza (Zizi), muito querida...


Então... como o tempo muda, hein??
(ah, a cachorrinha chamava-se Pupy...)
Foto em frente à piscina da casa de Rio Claro


Este slide recuperado é do começo dos anos 60...


Esta é um pouco mais antiga, Lia ainda não tinha chegado...
Muito legal a iniciativa de registrar os momentos,
não é mesmo? Acho que os meus netos vão dar
muita risada...



Meus queridos pais - uma bênção de Deus aos cinco filhos!

Que 2015 seja um ano feliz para todos e pleno de esperanças!

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Jubiloso Natal e Feliz 2015...


Gravura obtida agora (via Google Images) de
http://www.longitudeonda.com/

1. Caríssimos...  mais um ano se finda; é lugar-comum comentar a velocidade com que o tempo transcorre, não é mesmo? Talvez só os jovens não se atentem para este detalhe. Mas um dia atentarão! Não tanto pela idade, mas pelo contexto digital de nossos tempos nossa obrigação vital é vivenciar cada momento como se fosse o último, não só o 'único', que parece não satisfazer mais...

2. Terminei bem o ano em nossa instituição de ensino superior, sem maiores problemas, como esperava acontecer, e com boas perspectivas de realização para o ano que vem - estou animado com os novos projetos. Nosso Reitor tem uma visão bem ampla quanto às nossas potencialidades, e não me surpreenderia se, num futuro próximo, nos tornássemos vera Universidade.  Mestrado nós já temos; faltaria um Doutorado e outras instâncias, mas o céu é o limite para a imaginação - e empenho - humanos.

3. Olho para meu humilde escritório e vejo quantos livros comprei neste ano, sem falar nos e-books. Há muitos anos contei meus livros e cheguei a ter quase 3 mil. Como comprava sistematicamente, desde 1973, muitos estavam desatualizado e doei uns 2 mil para os dois centros universitários daqui de São João.  E agora acho que estou chegando perto novamente daquela cifra. Terei que doar novamente, pois hoje temos muito mais agilidade para pesquisar via acesso a papers, artigos científicos e sites bem fundamentados. Creio que cada vez comprarei menos livros em papel e farei talvez menos doações. Mas o dia em que eu me for, Ruth tem instruções para doar tudo para o UNIFAE. 

4. 'Férias' é bom porque eu me 'reciclo': leio novamente alguns livros que considero "mágicos" (você vai ter que vir um dia à minha casa para saber o que é e quais são...) e também os inúmeros mangás (espécie de gibi japonês) de samurai que tenho aqui. Aliás, comprei-me recentemente 19 (sim, dezenove!) filmes DVDs de cinema samurai ('chambara'), que se somam agora aos 12 que eu já dispunha. Maluquice?  Jogue a primeira pedra!!!   Ah e, imagina! - tem torneio de sumô agora em janeiro, que maravilha... Saudades dos tempos de só rosetar... no bom sentido!

5. Na verdade, nestas férias terei que ir ao UNIFAE diversas tardes, pois tenho que preparar recursos e procedimentos do Comitê de Ética, elaborar os materiais das novas classes, preparar a implantação de uma 'universidade da terceira idade', conversar com a Coordenação e algumas Pró-Reitorias... Mas vou tirar uma semana para matar as saudades do mar, que não vejo -  fisicamente - faz tempo. Vou aumentar os níveis de vitamina D...

6. Vou agora ler os jornal Correio Popular (Campinas) que recebo digitalmente. Ficou muito mais fácil de lê-lo via iPad Mini, realmente... As notícias dão conta dos estragos que a chuva tem feito em algumas cidades, quem diria... Há pouco estávamos numa estiagem! Mas fico penalizado com as pessoas que tem as casas invadidas pelas águas. Que horror, meu Deus! Mas vai demorar uns 5 anos para nossos reservatórios se encherem adequadamente.

7. Notícia no jornal - assaltante faz selfie em aparelho smartphone recém-roubado e tem a foto baixada - via app do celular -  no computador da vítima, que se apressou a repassar às autoridades, e agora o instantâneo do gatuno está estampado até no jornal.... ô tempos (e que imbecil) !!

8. Desejo a todos e todas um Natal maravilhoso e um 2015 pleno de esperanças. Que Deus possa sempre instrui-lo(a) em Seus preceitos. Não se esqueça de orar todo dia para que Ele te conceda as bênçãos de modo a operarem em você e de você aquilo que Ele soberanamente requer...

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Antenado nas noticias...


O mundo ficou pequeno mesmo; pela minha atividade profissional, tenho que me manter 'antenado', e costumo ler pelo menos 3 jornais todo dia (acho que já comentei isso aqui, mas que fazer, estou ficando velho e esquecido - hoje corri na Universidade para ver se tinha esquecido a carteira lá, e ela estava em casa mesmo... ô Senhor!!), dois em papel no UNIFAE e um, eletrônico, que recebo pela web. Mas o que mais estou gostando de percorrer ultimamente é o tal agregador de notícias acima. Muito bom recurso, e a gente que acaba determinando os assuntos que quer seguir. Todo dia aciono o aplicativo via iPad mini e é bem confortável de ler, principalmente pelo adensamento de pixels que meu leitor digital tem (o recurso Retina). Recomendo - vc não vai se arrepender...

Na verdade acho que estamos ficando mais solitários ainda, cogitando em nossas cabeças a enormidade de informação, digo, dados (informação é quando os dados são interpretados, criticados, assimilados produtivamente...) que 'chove' em nossa mente constantemente. A gente vive correndo, não é mesmo? E com isso tem menos tempo - quando tem - de refletir sobre as coisas. Na maior parte do tempo não se medita mesmo e vai-se vivendo (ou desvivendo...), hmm  sobrevivendo... se é que isso é vida, na acepção plena da palavra.

Ontem foi o último dia de aula, quer dizer, da necessidade de ir passar o cartão no leitor de chip corporativo da Universidade, para atestar nossa presença. Eu terei que ir todos os dias trabalhar nos projetos que tenho que dar conta, mas só de tarde; não preciso ficar os dois períodos. 'Fora' uma semana que vou estar realmente "'de férias",  os outros dias trabalharei  no UNIFAE para agilizar procedimentos e providências a meu encargo. Estou animado e feliz com os novos desafios; sou movido a desafios, definitivamente.

Uma vivência muito significativa que tenho experimentado nestes últimos tempos tem sido as epifanias que consigo divisar, pela graça do nosso Deus. Pequenos instantes só meus, que nem tento compartilhar, pois implicaria em diminuir linguisticamente o fato e me frustrar pela incompreensão do outro (ou outra). Na verdade cada um tem ou teria a sua, se a procurasse, se se abrisse a ela. Tem tanto recurso hoje em dia para quem busca a Deus...   Mas vejo que se me torna, a cada dia, algo mais vital, no sentido de significar a existência. Eu, que já li tanto sobre a vida de pessoas que se abrem ao numinoso, vejo confirmada agora em mim, a todo instante, a verdade estampada nesta outra dimensão do existir, que é, insisto, muito pessoal. É perigoso a pessoa vir a achar-se mais do que é, por esta relação tão especial que se desenvolve com o Criador, mas é a nossa tendência decaída - no fundo isto constituiria uma contradição em termos, mas nunca se sabe o tamanho de nossa depravação, no sentido calvinista do termo. Para mim, a chave foi  e é estar constantemente ligado à Palavra, que nos reanima e relembra as velhas lições que a carnalidade insiste me nos fazer esquecer, e nunca fraquejar no recurso da oração, a sós ou em comunhão. Como o Pai efetivamente responde a elas; fico 'assombrado', mas creia -  a relação é de alegria, de conforto, de satisfação, de estar-se amparado, de ser acompanhado a cada instante. O Senhor me leva pela mão, dando um beliscão de vez em quando, mas dou muita risada!! Não vejo a hora de encontra-Lo. O dia que eu me for, amigo, não se entristeça - vou feliz e jubiloso!

A chuva parece que voltou, felizmente, que saudades! Pena que vai demorar agora de 4 a 5 anos de regime apropriado de precipitação para recompor as reservas dos lagos e represas... E as autoridades fazendo 'cara de paisagem'... que incompetência (criminosa!).


Obtido agora (via Google Images) de
http://www.deskbeauty.net/


quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Notas e informações...


(do Google Images)
  1. Gente... Estava aqui no blog escrevendo via iPad Retina mini... Nunca imaginei esta tecnologia toda, nem nos meus pesadelos mais sombrios. Muito desconforto há nesta opção, pois o tecladinho é improviso só... Mas que é mudança enorme, é... Guardarei o rascunho para terminar no PC, o que agora faço. Resumo: inviável escrever só por aqui; não é user friendly...
  2. Voltei outro dia do Asilo com um pensamento na cabeça - o cheiro da morte. Penso que já o senti, por 2 vezes, viajando de motocicleta (quase morri em acidentes) - pelo menos pensei nisto; antes era aterrador, medo puro, instintivo. Mas hoje, com o ensino dos Céus, transmutou-se - a morte - em libertação. Não é ruim estar-se aqui nesta esfera, apesar de tantas mazelas e injustiças mas, na Glória, nossa esperança aqui faz a vida futura certeza de boniteza incomensurável...
  3. Sobre trabalhar no Asilo, sou muito grato ao Senhor por me honrar sempre em servi-Lo. É o que me faz feliz hoje. Sempre.
  4. Tem uma cachorrinha albergada na casa ao lado da minha aqui, pela rua Theófilo Ribeiro. Que belo cão de guarda! Ela tem meia-idade, mas um vigor em sua função que fico impressionado. Chama-se Fofinha, e é sempre desconfiada de mim pois quando ela late sem parar (até para a Lua, penso) dou um "CHIU!!" bem sibilante e ela pára com a altercação - juro que não fui eu quem a condicionou; deve ter sido o velho que morava nesta casa aqui antes (pois os outros 2 cães que moram na casa em frente - pela Rua Prudenciana -  também exibem o mesmo comportamento). Ser um psicólogo bem observador ajuda nestas horas.
  5. Comprei um vinho chileno, da casa Viña Sur Andino, de uva Carménère, de nome Costa Pacífico, importado pela Miolo, veja só. Recomendo - ótimo vinho de mesa, bom e barato! Bom, eu só compro vinho chileno mesmo... Bilú e eu temos nossa hora diária de bebericar e colocar a conversa em dia, antes do almoço, com vinho ou cerveja (Budweiser ou Original). Depois, a oração antes da refeição principal do dia.
  6. Voltei a ler um livrinho maravilhoso, Discurso do Método, de René Descartes. É o livro que 'inaugura' a Ciência aqui no ocidente. Já indiquei aos meus alunos várias vezes.
  7. Fiquei álacre - Ruth resolveu ler as Institutas, de Calvino, depois de muitas loas que fiz sobre a magnífica obra, que foi a pá de cal sobre os enganos dos clérigos daquela época...
  8. Escrever no blog via iPad é ruim, pelas limitações, mas ler o meu jornal diário nele  é ótimo, incrível experiência que me faz pensar que muito dos livros, periódicos ou revistas transmudar-se-ão... A moçadinha - a petizada - e juventude já se adaptaram, ao que parece. Mas observo que esta turma não tem o costume de se aprofundar nos assuntos. O que existe hoje é muita superficialidade. Quando se pede uma análise ou posicionamento, o que se vê é somente dislates, superficialidades ou platitudes... Estou preocupado!
  9. Comprei uma bicicleta ergométrica - é um aparelho que usei muito quando moço, para ver se me animo - eu era tão entusiasmado para a atividade física, mas agora, quase-macróbio, deixo a desejar neste quesito. Que horror, 'feneço-me' a cada dia.  =(
  10. Bilú comprou um queijo cobocó, mineiro, que delícia; a vida plena é constituída de pequenos prazeres, alguns inusitados, mas só 'nossos'. Sou espartano e simples - meu pai assim me ensinou. 'Sem  apegos', aprofundou-me este viés a ética budista (e cristã também, porque não).
  11. Bilú tem se entretido em suas aulas de corte-e-costura. É a hora alegre dela. Mas que a casa fica muito vazia sem ela, fica. Boring... 
  12. A vida vai escoando, até se perder na poeira do tempo... Outro dia encomendei ao Google um back-up dos meus dados alocados lá; deu terabytes de arquivo - tentei o download, mas foi 'impossível' -  o computador ficou dedicado à tarefa, virando a noite, e ocorreram vários erros, tanto que desisti. Quando tudo acabar, que se acabe. A vida é assim, efêmera, e a gente não pertence a esta esfera mesmo; estamos de passagem, somos peregrinos. Meus avôs Lucas e José Antônio (Niniu) foram figuras tão maravilhosas, criaram filhos e tudo o mais e o que eu sei deles? Quase nada. Meus netos também vão saber 'nada' de mim, e é assim a vida. Portanto, vivamo-la nós mesmos, plena e saborosamente, mas no temor do Senhor, aviso logo!
  13. Outro dia lembrei-me de novo de um ebulitivo amigo, o Roberto Cerântula, onde andará? Ele tinha somente um braço, mas uma alma completa, plena, esfuziante!
  14. Ética - estou animado agora com a Bioética, assunto que nunca me afastei, mas agora, coordenando o Comitê de Ética da Universidade, estou a mil; dedico-me hoje, além das atividades quase-modorrentas do dia-a-dia das rotinas, à elaboração das POPs - Procedimento Operacional Padrão - que temos que ter lá naquele setor, para padronizar e melhor acompanhar as diversas ações. É coisa que gosto: planejar, regulamentar, analisar, discernir, prospectar, pesquisar, metodizar. Cada macaco no seu galho, não é o segredo para sentir-se feliz? Vou agora sair 'correndo' pois temos a nossa reunião ordinária mensal, para analisar os protocolos de pesquisa postados. 
  15. Agora nas férias estarei mais presente por aqui. Neste semestre, com as 9 classes que administrei, o tempo encurtou - veja só, fiquei quase um mês sem aparecer. Sorry!

sábado, 1 de novembro de 2014

Festa dos 60...

Fotos Luis Sérgio Vieira Dutra (o primeiro, abaixo, à direita)

Então... já devia ter postado algo aqui, mas ando com certo enfado - idade, talvez?? Mas foi um dia muito legal de se curtir; todos os primos queridos apareceram. O Neiroberto da Lucia, como sempre gentil, nos cedeu o espaço e ajudou sobremaneira a fazer do encontro algo agradável a todos.  

A Idade chega de modo cicioso e nos inclina a rabujar, se não nos acautelamos. Procuro agora a toda hora motivos para não ficar com tédio, pois parece que consegui tudo o que queria, o que não é verdade. Sou muito incompleto e falho - só isso deveria relembrar a todo instante o nosso inacabamento. Mas esta inclinação - amofinar-se -  se nos desaba no colo sem aviso! O maior contentamento que tenho atualmente é rapar bissemanalmente barbas e cabelos dos idosos do Asilo - pois nada dá mais júbilo que sermos honrados pelo Redentor em poder servi-Lo. Rogo que eu possa ter mais oportunidades como esta; terças-feiras e sábados são os dois dia que mais gosto, depois do domingo, quando posso louva-Lo em sua Igreja.

Marilia, o aniversariante, Rafaela e Livia


Tenho primos muito bacanas, e o mais velho, o Bira, primo mais querido entre todos (que veio de Goiás especialmente para me ver) sugeriu que nós nos encontremos todos todo ano, em outubro, o que foi endossado pelos demais. Está na hora mesmo de fazermos isto, pois muito de nossos pais já se foram, e logo vamos estar somente os filhos...  Não podemos perder o costume festeiro dos Vieira...

Família Geraldo Vieira Dutra e o primo Bira
(e rara ocasião em que o mano Luciano está - quase - a sorrir!)

Quando éramos crianças, a familia de minha mãe fazia festança enorme quando os tios faziam 50 anos; nosso costume agora é comemorar aos 60 - creio que nossos filhos farão patuscada aos 70! Mas já não estarei mais aqui, (in)felizmente... 

Louvai ao SENHOR, porque ele é bom, porque a sua benignidade dura para sempre. 
Salmo 118: 1

sábado, 27 de setembro de 2014

60 anos...


Gravura obtida (via Google Images) de
http://www.discountmugs.com/nc/clipart/11754/60th-Anniversary

Estivemos, Bilú e eu, em Mogi Mirim, para ultimar os preparativos para a celebração dos meus 60 anos. Como sempre, o chef Ney serviu acepipes regados a cervejas premium. O almoço será o dia 12 na vivenda do Ney, somente para os familiares. Meus filhos devem vir para o evento, talvez algum neto, mas não é certeza. Pelo menos vamos tirar muitas fotos para a posteridade.

Não tenho tido muito tempo para aparecer por aqui, infelizmente. Neste semestre minhas 9 classes estão consumindo muita atividade, problematizado pelo fato de estar tomando conta agora do Comitê de Ética em Pesquisa. Está difícil 'decolar' o CEP, por 'n' razões, que não cabem aqui. Mas não desisto - ainda vou dar risada destas dificuldades todas; 'faz parte'...

Que tempos estes! Leio todo dia os 2 melhores jornais de São Paulo, como já disse aqui, e a variabilidade de assuntos e posicionamentos de colunistas e jornalistas é assustador. Por vezes parece que o objetivo dos amanuenses não é esclarecer, informar, provocar, mas competir para ver quem mais choca os leitores. De qualquer forma, é sinal dos nossos tempos... muita falação e indizíveis maluquices... A mesma coisa quando ligamos a TV - tem coisas 'tipo', como se diz, construtivas, mas a maioria é lixo, programas para garantir audiência pelo fato das coisas bestas chamarem mais atenção que as boas. É assim o ser humano, ao que parece. Mas, nestes dias, o rol de asnices que vemos nas propagandas eleitorais, nas entrevistas concedidas pelos candidatos aos cargos eletivos nas diversas midias assume proporções impensadas. O que mais assombra é o descaso dos diversos candidatos com a nossa inteligência. E não tem jeito - até o fim do mundo parece que a parvoiçada só vai aumentar... Valores antes prezados estão démodé, deslocados, inúteis...

Mais e mais necessita a pessoa de um rumo para decifrar o existir - por isso que nossa ação com os jovens tem que ser cuidadosa; eles são o futuro, e tem muitos deles envolvidos com drogas, violência, etc. - ; está cada vez mais confuso tudo, que fazer. Fico assombrado em ver como a religião perdeu campo neste mister; para mim foi o que me resgatou, pois tinha muita dificuldade em decifrar o ser-aí, como provocou Heidegger. Cada um por si, parece que é a lei de hoje. Mas acho que temos que ter compromisso com as gerações futuras. Quem viver verá...

sábado, 6 de setembro de 2014

Bücherwurm...


Logo de uma simpática livraria alemã,
obtido (via Google Images),  de
http://www.buecherwurm-seligenstadt.de


Bücherwurm em português quer dizer 'traça de livros' uma figura para designar aquela pessoa que adora ler, que passa longos períodos em bibliotecas, etc. Noutra semana, visitando a mana Lia em Campinas, vimos um malfadado inseto perambulando ali e acolá e eu disse ao meu cunhado Thomas que o nome do mesmo em nossa língua era 'traça', e ele escreveu em alemão 'Bücherwurm'; e assim trocamos informação sobre termos equivalentes.

Gravura obtida (via Google Images),  de
http://de.123rf.com/lizenzfreie-bilder/b%C3%BCcherwurm.html

Pelo que vi, é um (figurativamente) bichinho bem querido pelos alemães - é uma boa imagem daquele povo, muito estudado, treinado em lidar com a vida. A formação cultural deles é impressionante. Praticamente todo mundo fala inglês. Mas aqui em brasólia costumamos dizer 'rato de biblioteca' àquela pessoa que aprecia avidamente os livros, debruçando sobre eles horas e horas. Eu já fui uma pessoa assim - preferia livros às pessoas ou animais. Li bastante mesmo, principalmente romances, boa Literatura. Hoje consigo ser mais equilibrado, pois minha cabeça já não guarda mais tanta coisa mesmo...

Mas coloco isso aqui porque parece que as novas gerações não tem paciência para ler - tudo é mais instantâneo e 'telegráfico' por causa dos terminais tipo smartphones, tablets e que-tais. Sempre pergunto em classe quem tem costume de ler, e poucos se identificam. Inclusive já apontei nestes comentários esparsos - os jovens nos interrompem muitas vezes em nossas falas, pois parece que nos estendemos por demais (para eles...)  Eles nos acusam de não sermos objetivos, de nos expressarmos de modo prolixo, verbosamente. Mas ocorre que as coisas não são simples, são complexas, e seus processos exigem análise por vezes minudente... Não sei como tal barafunda vai se resolver, mas continuo apreciando os livros por causa disto - só com paciência conseguimos decifrar um pouco que seja esta nossa realidade, e a compreensão se dá pela interpretação que fazemos e, portanto, para tanto (até rimou!) temos que ter pertinente informação prévia...  e da melhor maneira disponível ! Alea jacta est...