Epicuro (341 - 270 a.C.)
Hoje relembrei uma lição do grande filósofo grego, que há tempos estudei, em minhas investigações sobre a arte do viver. Ele discutiu intensivamente sobre as bases da felicidade humana, e a Psicologia teve/tem muito a aprender com suas intelecções, seguramente. O grande problema do homem, desde sempre (e continua atual...) é que ele teme a morte e a ira divina. Certa vez Epicuro disse algo como "Nunca nos encontraremos com a morte, porque enquanto somos, ela não é, e quando ela passa a ser, nós não somos mais"... Nada mais cristalino, ainda que, bem, não 'explique' muito... Mas assim mesmo são as palavras; já deveríamos todos, principalmente desde Ludwig (Josef Johann) Wittgenstein, 1889-1951, estar convencidos de suas (palavras) limitações.
Muitas reflexões se pode tirar deste elegante aforismo. A morte não faz parte do que somos aqui-agora, a não ser indiretamente, como ideia, que vislumbramos, imprecisamente, vendo-a, imaginando-a nos outros e nas coisas, pois não se a vivencia essencialmente, mas somente como simulacro (com todas as suas significações). Como quase tudo na vida, é um processo, mas esta tal de morte, quando se nos apresentar taxativa e verazmente, já não 'estaremos' aqui para realizar a compreensão da mesma. A ilusão de a compreendermos é a mesma que a Ciência fornece sobre os outros estados, fatos e/ou acontecimentos - aproximações, abordagens mais ou menos ilusórias, que nos levam a outros incontáveis questionamentos, igualmente com potencial quimérico...
Então, para quê perder tempo com este fato, posto que inexorável, inelutável, mas igualmente (efetiva e praticamente) incognoscível? A lição que fica é a necessidade de guardar o foço na vida, com todas suas nuances, que é o que (ainda que pauperrimamente) temos...
Amanhã iremos, Bilú e eu, para a cidade de Socorro; ela tem lá o tio Zezé (irmão de sua mãe) e esposa, simpatias! De lá vamos a Campinas; dia seguinte, rumamos a Sorocaba; apanhamos Marília no apartamento de Mariana, e voltamos, por dois dias, a Campinas. Volto de lá a São João (via Rio Claro, para poder Lívia rever a irmã depois de muitos anos) para curtir a filhota por alguns dias, antes de a levar - dia 31 de janeiro - para o aeroporto de Guarulhos, donde voltará aos EUA. Já sinto saudades, vita brevis...
Amanhã iremos, Bilú e eu, para a cidade de Socorro; ela tem lá o tio Zezé (irmão de sua mãe) e esposa, simpatias! De lá vamos a Campinas; dia seguinte, rumamos a Sorocaba; apanhamos Marília no apartamento de Mariana, e voltamos, por dois dias, a Campinas. Volto de lá a São João (via Rio Claro, para poder Lívia rever a irmã depois de muitos anos) para curtir a filhota por alguns dias, antes de a levar - dia 31 de janeiro - para o aeroporto de Guarulhos, donde voltará aos EUA. Já sinto saudades, vita brevis...




