terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Reminiscências...





Relembro aqui agora, resumidamente, minha trajetória rumo à Paz... meu maior bem.

A minha subjetvidade considero ter iniciada na adolescência, quando quedei-me um ser de relações, situado num pré-determinado mundo complexo que, para mim, assim apresentava-se como quase-incognoscível... Tive que me esforçar por muito tempo em examinar minha condição, auxiliado por numerosas leituras e reflexão minudente sobre meu entorno e suas determinações. Passava “horas” sentado, como em meditação, enredado em dilemas, mormente existenciais...



Quando pude colocar certa ordem na bagunça solipsista/subjetivista, pude então considerar os múltiplos assuntos de modo mais tranquilo, sem o bulício característico da juventude. Felizmente nesta empreitada pude ter o concurso da doutrina Zen-budista da Escola japonesa Soto, que exige certa disciplina e rigor intelectual.  Sim, porque sabia que sem sistema ou uma espécie de ‘barra de ferro’ não conseguiria sair do nevoeiro sem danos ou arrependimentos. Posso dizer que, malgrado certo distanciamento e modos ensimesmados que deixavam os circunjacentes algo encafifados, meu empreendimento foi vitorioso. Nunca me aproximei de certas modas ou paixões que devastam tanto o corpo como a alma, como diuturnamente observamos em certas criaturas, abandonadas à própria sorte, que se extraviam inapelavelmente em ‘viagens’ por vezes sem volta.



Resolver fazer posteriormente o curso de Psicologia me auxiliou a sedimentar os rudimentos de uma metodologia de entendimento da realidade mais palatável, dada as minhas notórias limitações. Intuí que duas disciplinas acadêmicas acessórias iriam me facilitar no assimilar de uma enormidade de conhecimento daquele campo do saber, em pouco tempo: Metodologia Científica e Estudos da Linguagem. Fiquei feliz ao ver, ao longo dos anos, o acerto de minha intuição. Realmente dominei um amplo espectro de habilidades que me favoreceram muito em meu fazer profissional.  E minha mente, não obstante as dificuldades de trabalho, dos casamentos e da saúde por vezes precária, ficou gradualmente mais pacificada, culminando em meu reconciliar tardio com o Pai Celestial, pela Graça imerecida, que detenho desde então. Ter Paz é tudo o que importa, ao fim e ao cabo.