quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Férias! (bem, quase...)


Foto obtida agora (via Google Images) de
http://faxo.com/majestic-creek-27597

1. Gosto muito de fotos, ou mesmo imagens que conseguem transmitir algum conteúdo que sensibilize o nosso 'lado artístico', por assim dizer. Sempre que assisto a alguma película chinesa ou japonesa Bilú, desinteressada, pergunta porquê vejo este tipo de filme. Digo, como um pai amoroso olhando para sua inocente e pequetita pequerrucha, que aprecio num filme não só o enrêdo, o entrecho, a trama, mas também as luzes, as sombras, o enquadrar do Diretor, a perspectiva da cena que se sucede. Qualquer obra de arte abarca muitas linguagens, por assim dizer, e temos que ser como um hermeneuta a buscar sentidos que estão ali à nossa espreita, indevassáveis aos incautos, mas inteligíveis aos sensíveis (não pretendia a rima, mas ei-la...). Nesse mundo árido, se não cultivarmos nossa sensibilidade às criações de Deus (e também às dos homens), o que subsistirá será somente o absurdo do existir, a nadificação, como reiteram os existencialistas ateus.  

 João Henrique Basso

2. Gente, acabo de receber pelo Correio um presente do amigo lá de Rio Claro, o João H. Basso. Trabalhamos juntos nas empresas de meu pai - ele entrou como Técnico em Contabilidade, e depois de muitos anos foi trabalhar na fábrica da Tigre Tubos e Conexões. Hoje é empresário de sucesso no ramo da alimentação. Sempre admirei a amizade que ele manteve e mantém com meu pai, que soube ver nele, ainda novo (ele ainda estava no Tiro de Guerra quando entrou na Dutra Comércio e Transportes), as qualidades que sempre o caracterizaram enquanto pessoa e profissional: retidão, seriedade, dedicação, disciplina, tudo aliado com uma disposição afável, acolhedora e simpática. Todos os colaboradores gostavam dele e nunca soube de qualquer fato que o desabonasse. Era reservado e circunspecto, como convém aos Contabilistas. Depois de tantos anos ainda se lembra da gente com carinho. Oro para que ele continue sempre com saúde e com sua personalidade cativante! 

3. Hoje seria talvez meu último dia de comparecimento regular no UNIFAE. Não tenho mais notas ou trabalhos de alunos a entregar para a Secretaria. Apesar de ainda ter de acompanhar algumas atividades acadêmicas extra-classe, como as performances da Trupe dos Palhaços, posso me considerar de férias, isto é, não tenho que anotar o ponto eletrônico nos domínios da Escola, de modo a evidenciar minha presença. Terei que ir de vez em quando na universidade para averiguar o Comitê de Ética em Pesquisa (que estou coordenando desde o ano retrasado), mas a próxima reunião do Colegiado só vai acontecer no final de Janeiro. 

4. Não dá para evitar o assunto da crise política (e a decorrente crise econômica) que se instalou. Estou muito curioso para ver os próximos lances. Os humoristas estão aborrecidos visto que os nobres parlamentares em Brasília estão produzindo diariamente tantas sandices que evocam risos (em ambos os sentidos do Houaiss...) mas também sentimentos de desesperança... No futuro nossa descendência não saberá como está sendo trágico estes tempos, visto que, como constato hoje, os jovens não tem idéia do que foram os anos de chumbo da Ditadura Militar - vê-se ali ou lá cartazes pedindo os militares de volta! Se eles soubessem o que foi a repressão naqueles tempos... Eu me lembro na Faculdade de Psicologia, nos anos 70, os  imensos tanques do Batalhão de Infantaria Blindada de Campinas subirem em coluna a avenida Francisco Glicério vez ou outra... Desconfortável é eufemismo... Eu tinha um professor militar - Major Enjolras era seu nome (tinha vários na PUC)  - que ministrava a disciplina que pregava a Doutrina de Segurança Nacional, de presença obrigatória, de nome algo como "Educação Moral e Cívica" (ou seria "Organização Social e Política Brasileira"?) - e tínhamos que comprar e decorar o livro do professor... Ninguém dava um pio em sua aula! Ouvíamos estórias tenebrosas a seu respeito...

5. Mas encerremos de modo mais alegre este post.  Férias é tudo de bom e, ao final do último mês, a gente joga fora muita 'tralha' que vamos amealhando durante o ano. Neste fim de semestre combinei com Bilú de fazer um "5S" (uma técnica tradicional de Administração da Qualidade)  em casa - inclusive no porão... - para ajudarmos a Cooperativa de Reciclagem do município e também a Higiologia aqui de casa. Quem viver verá. Toda semana juntamos um saco preto de lixo seco e o depositamos na rua para a coleta específica, mas no fim do ano os artigos são mais 'volumosos'...  Na verdade a saudade maior que terei agora nas férias será do Lions Clube, pois as reuniões semanais tem sido muito gostosas, não só pelo trabalho (fazemos fraldas descartáveis para idosos) mas pela camaradagem de todos os companheiros Leões e das Domadoras... Pelo menos irei todas as semanas no Asilo cumprir meu compromisso com os idosos. Toda sexta-feira!!

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

O ano passado...



Foto obtida (via Google Images) de
http://correio.rac.com.br/_conteudo/2014/10/capa/nacional/214188-tempo-seco-agrava-crise-hidrica-cantareira-baixa-para-4-7.html
(Do CORREIO POPULAR, de Campinas - é o
 jornal digital que eu assino... recomendo!)


O ano passado a gente estava bem assustado com a falta de chuva... Este ano graças aos Céus melhorou bem. Vai levar bom tempo - alguns anos, dizem... - para se encher os reservatórios como antigamente, mas pelo menos creio que o povo aprendeu a lição...  não dá para brincar com o meio ambiente, com certeza. Mas ainda se vê desperdícios por aí, que fazer?

Mas a sêca maior que observo é a seca de amor nos corações. A motivação para se corromper é a maior evidência nesse sentido. Hoje o mau-caratismo e a grosseria campeiam impunes! Não é mais tão feio fazer coisas reprováveis, ao que parece.  Veja o que está a ocorrer no Congresso, nas duas casas legislativas. Não sei como o povo não pega em armas e põe todo aquele povo no paredón... que horror, que palhaçada!! As consciências aparentam estar anestesiadas... cavalheirismo é virtude cada vez menos apreciada, ou mais desejada, sei lá; nobreza de caráter ainda existe, mas é item raro.

Outro dia uma conhecida perguntou como iam as coisas... respondi que 'envelhecendo', com dores aqui e acolá... aí ela me disse... 'envelhecendo e reclamando!!'  Assim, tomei consciência do meu mau costume; na verdade, não era a minha intenção reclamar, mas ilustrar, retratar, mas a percepção da pessoa foi noutra direção... Corrigi logo a má impressão, dizendo que, ao contrário, eu agradeço, e muito, meu entorno e a vida que tenho, pois me considero privilegiado, em todos os sentidos!! Mas depois fiquei pensando, que 'intimidade', que comentário desnecessário que a pessoa fez; nem pensou que poderia me constranger. A troco de quê? Dar-me lição? Sim, quero aprender sempre, e eu sou agora meu principal instrutor; busco as Escrituras todo tempo, pois é de lá que me vem a Luz e a motivação. Ah, a Razão me ajuda, mas parece que a Lógica é disciplina pouco valorizada hoje em dia...  Mas de qualquer forma vou 'policiar-me'. Deve ser chato conviver com pessoa 'reclamona'. Bom, afinal tenho já 61 anos, sou idoso (tenho até a permissão para parar em vaga especial!!) Mas é chato pessoa assim, e isso não é exclusivo de velho, concedamos...

Quando eu era criança, minha querida mãe sempre se preocupava em nos ensinar a sermos escrupulosos - nos perguntar a nós mesmos se não estávamos sendo inconvenientes ou mal-educados, grosseiros com os outros. Ela contava estórias de pessoas que tinham condutas muito nobres no sentido de se importarem com os demais (lembro de muitas delas - ela aproveitava todos os momentos para nos alertar - que Mãe maravilhosa que Deus me agraciou!), e eu creio que esta era a marca tempos atrás: as pessoas se preocupavam em ser educadas aos olhos dos outros. Não é isso o que se chama civilidade, urbanidade? Saber precisamente como bem conviver? Pois todos somos neuróticos mesmos, mas é nobreza poupar o outro de nossas deficiências, o mais que pudermos. Já falei aqui sobre o tal 'desconfiômetro', que a minha mãe (e meu pai também) nos recomendava desenvolver... Obviamente tentei passar muito disso para meus filhos e acho que tive sucesso, pois são muito polidos, educados, acolhedores e queridos.  Oro todo o dia por eles, para que tenham Deus em seus corações. 

Mais uma semana e... férias!!  Mas não vou ficar parado; tenho que escrever artigo científico e preparar aulas escaladas para o programa de Mestrado no ano que vem. E seguramente terei atividades do Comitê de Ética para realizar, mesmo no fim do ano. O gostoso é que sempre tenho um tempo a mais para rever na TV meus shambara (ou chambara, filme japonês de samurai e/ou com as técnicas de kenjutsu...) - tenho vários aqui em casa! Ah, e vou manter minhas atividades no Asilo e no Lions, me fazem muito bem!

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Paraphernalia...

Imagem obtida agora (via Google Images) de
https://www.flickr.com/photos/rw_photography/3231613295

1. Este mundo moderno é de deixar qualquer um boquiaberto... (imagine agora - tempo real -  que estou a batucar aqui estas mal-traçadas linhas e que acabo de 'receber' um pop-up informando que existe uma atualização do software Java disponível... cacildis! - nossa, sou muito fã do Mussum...) Mesmo aqui em brazólia tem começado faz tempo iniciativas de empreendedores oferecendo serviço de qualquer coisa - não digo em São João, uma quase-bucólica cidadezinha do interior - mas nos centros maiores... maluco!, e tudo facilitado pela mobilidade facilitada pelos aparelhos celulares. Temos hoje em dia uma parafernália, gadgets, softwares, de todo tipo, à disposição do vivente... é só ficar antenado. 

2. Estou usando o micrinho de Bilú para perpetrar este post, pois os meus outros equipamentos estão longe dela (no escritório o principal, de uso mais ou menos dedicado; outro no meu cafofo de trabalho, no porão aqui de casa, ao lado do consultório da Fisiodermato da patroa, e o quarto micrinho nosso - um notebook - deixo no UNIFAE, para trabalhos esporádicos ou ministrar aulas com MS power-point, a partir de um projetor de multimídia que comprei há tempos) e agora na hora do almoço a gente sempre toma ou um vinho ou uma cerveja enquanto ela prepara a comida; então, assumo que gosto da companhia dela. Digo micrinho porque é um netbook HP muito bom, e que não é desconfortável para digitar. 

3. Até que este clima, apesar de não ser verão efetivamente, não está de todo mal - tem chovido bem e as manhãs são agradáveis. Depois que coloquei ar-condicionado no quarto de dormir a vida aqui melhorou em sua qualidade... De dia a gente vai levando; o ruim é ter que tomar 2 ou 3 duchas, gastando mais água, ainda que sejamos breves neste ritual...

4. Novamente vamos a Campinas nas festas de fim de ano - é tradição na família e temos que aproveitar bastante, principalmente pelo fato dos velhos ainda estarem com a gente. Não consigo imaginar como vai ser triste quando eles forem se encontrar com o Absoluto; é o destino de todos nós, mas a mudança é por demais portentosa e acachapante, como se dizia em Rio Claro. Espero que eu consiga ter meus irmãos juntos nos posteriores festejos, mas cada qual tem sua família, e como eu só tenho Bilú, a tendência é a gente ir ficando meio de escanteio quando os nossos pais se forem. Não tenho filhos ou netos comigo há muitos anos, para a alegria de minhas ex-esposas.  

5. Pelo menos as perspectivas de trabalho para 2016 melhoraram. Para manter minha posição como professor no Mestrado de minha Universidade terei que publicar um ou dois artigos científicos por ano, trabalhar a interlocução com colegas em Grupos de Estudo CNPq  e atender a orientandos, coisas que não me causam espécie de forma alguma. Preciso de ânimo mesmo, pois o avançar da idade, além de periclitar a saúde e as demais potencialidades corpóreas, costuma abater o espírito aos desavisados. Não creio ser bem o meu caso esta última cláusula, visto que - até estava a comentar isto agora há pouco com um humilde Pastor amigo meu, o Ricardo, marido da Deise, via telefone - depois que um cristão devoto estuda as Institutas da Religião Cristã, de Calvino, não há mais desculpa para enfraquecer a Fé. Não há meio-termo. Sabe-se de plano, com clareza, de que lado deseja-se estar.

6. Gente, em todos os jornais que leio diariamente (são pelo menos 4) só vejo notícia ruim sobre Economia e Política, principalmente. O negócio é não ter dívidas, para passar incólume por esta crise (aliás, desde que me conheço por gente escuto que o Brasil "está em crise"...) e saber manter o bom humor. Eu sou muito abençoado, e o Lions, os Gideões e meu trabalho (especialmente este, com todos os seus desafios...) são a fonte de minha disposição positiva, além da esposa abençoada com que Deus me coroou. Sinto-me um privilegiado num mundo de tanta tristeza. Por isso que me sinto tão bem quando Deus me honra em permitir que eu sirva no trabalho como voluntário no Asilo, toda quinta feira. É uma fonte de alegria esperar por quinta feira!!