sábado, 27 de setembro de 2014

60 anos...


Gravura obtida (via Google Images) de
http://www.discountmugs.com/nc/clipart/11754/60th-Anniversary

Estivemos, Bilú e eu, em Mogi Mirim, para ultimar os preparativos para a celebração dos meus 60 anos. Como sempre, o chef Ney serviu acepipes regados a cervejas premium. O almoço será o dia 12 na vivenda do Ney, somente para os familiares. Meus filhos devem vir para o evento, talvez algum neto, mas não é certeza. Pelo menos vamos tirar muitas fotos para a posteridade.

Não tenho tido muito tempo para aparecer por aqui, infelizmente. Neste semestre minhas 9 classes estão consumindo muita atividade, problematizado pelo fato de estar tomando conta agora do Comitê de Ética em Pesquisa. Está difícil 'decolar' o CEP, por 'n' razões, que não cabem aqui. Mas não desisto - ainda vou dar risada destas dificuldades todas; 'faz parte'...

Que tempos estes! Leio todo dia os 2 melhores jornais de São Paulo, como já disse aqui, e a variabilidade de assuntos e posicionamentos de colunistas e jornalistas é assustador. Por vezes parece que o objetivo dos amanuenses não é esclarecer, informar, provocar, mas competir para ver quem mais choca os leitores. De qualquer forma, é sinal dos nossos tempos... muita falação e indizíveis maluquices... A mesma coisa quando ligamos a TV - tem coisas 'tipo', como se diz, construtivas, mas a maioria é lixo, programas para garantir audiência pelo fato das coisas bestas chamarem mais atenção que as boas. É assim o ser humano, ao que parece. Mas, nestes dias, o rol de asnices que vemos nas propagandas eleitorais, nas entrevistas concedidas pelos candidatos aos cargos eletivos nas diversas midias assume proporções impensadas. O que mais assombra é o descaso dos diversos candidatos com a nossa inteligência. E não tem jeito - até o fim do mundo parece que a parvoiçada só vai aumentar... Valores antes prezados estão démodé, deslocados, inúteis...

Mais e mais necessita a pessoa de um rumo para decifrar o existir - por isso que nossa ação com os jovens tem que ser cuidadosa; eles são o futuro, e tem muitos deles envolvidos com drogas, violência, etc. - ; está cada vez mais confuso tudo, que fazer. Fico assombrado em ver como a religião perdeu campo neste mister; para mim foi o que me resgatou, pois tinha muita dificuldade em decifrar o ser-aí, como provocou Heidegger. Cada um por si, parece que é a lei de hoje. Mas acho que temos que ter compromisso com as gerações futuras. Quem viver verá...

sábado, 6 de setembro de 2014

Bücherwurm...


Logo de uma simpática livraria alemã,
obtido (via Google Images),  de
http://www.buecherwurm-seligenstadt.de


Bücherwurm em português quer dizer 'traça de livros' uma figura para designar aquela pessoa que adora ler, que passa longos períodos em bibliotecas, etc. Noutra semana, visitando a mana Lia em Campinas, vimos um malfadado inseto perambulando ali e acolá e eu disse ao meu cunhado Thomas que o nome do mesmo em nossa língua era 'traça', e ele escreveu em alemão 'Bücherwurm'; e assim trocamos informação sobre termos equivalentes.

Gravura obtida (via Google Images),  de
http://de.123rf.com/lizenzfreie-bilder/b%C3%BCcherwurm.html

Pelo que vi, é um (figurativamente) bichinho bem querido pelos alemães - é uma boa imagem daquele povo, muito estudado, treinado em lidar com a vida. A formação cultural deles é impressionante. Praticamente todo mundo fala inglês. Mas aqui em brasólia costumamos dizer 'rato de biblioteca' àquela pessoa que aprecia avidamente os livros, debruçando sobre eles horas e horas. Eu já fui uma pessoa assim - preferia livros às pessoas ou animais. Li bastante mesmo, principalmente romances, boa Literatura. Hoje consigo ser mais equilibrado, pois minha cabeça já não guarda mais tanta coisa mesmo...

Mas coloco isso aqui porque parece que as novas gerações não tem paciência para ler - tudo é mais instantâneo e 'telegráfico' por causa dos terminais tipo smartphones, tablets e que-tais. Sempre pergunto em classe quem tem costume de ler, e poucos se identificam. Inclusive já apontei nestes comentários esparsos - os jovens nos interrompem muitas vezes em nossas falas, pois parece que nos estendemos por demais (para eles...)  Eles nos acusam de não sermos objetivos, de nos expressarmos de modo prolixo, verbosamente. Mas ocorre que as coisas não são simples, são complexas, e seus processos exigem análise por vezes minudente... Não sei como tal barafunda vai se resolver, mas continuo apreciando os livros por causa disto - só com paciência conseguimos decifrar um pouco que seja esta nossa realidade, e a compreensão se dá pela interpretação que fazemos e, portanto, para tanto (até rimou!) temos que ter pertinente informação prévia...  e da melhor maneira disponível ! Alea jacta est...