terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Epicuro

Epicuro (341 - 270 a.C.)


Hoje relembrei uma lição do grande filósofo grego, que há tempos estudei, em minhas investigações sobre a arte do viver. Ele discutiu intensivamente sobre as bases da felicidade humana, e a Psicologia teve/tem muito a aprender com suas intelecções, seguramente. O grande problema do homem, desde sempre (e continua atual...) é que ele teme a morte e a ira divina. Certa vez Epicuro disse algo como "Nunca nos encontraremos com a morte, porque enquanto somos, ela não é, e quando ela passa a ser, nós não somos mais"... Nada mais cristalino, ainda que, bem, não 'explique' muito... Mas assim mesmo são as palavras; já deveríamos todos, principalmente desde Ludwig (Josef Johann) Wittgenstein, 1889-1951, estar convencidos  de suas (palavras) limitações.

Muitas reflexões se pode tirar deste elegante aforismo. A morte não faz parte do que somos aqui-agora, a não ser indiretamente, como ideia, que vislumbramos, imprecisamente, vendo-a, imaginando-a nos outros e nas coisas, pois não se a vivencia essencialmente, mas somente como simulacro (com todas as suas significações). Como quase tudo na vida, é um processo, mas esta tal de morte, quando se nos apresentar taxativa e verazmente, já não 'estaremos' aqui para realizar a compreensão da mesma. A ilusão de a compreendermos é a mesma que a Ciência fornece sobre os outros estados, fatos e/ou acontecimentos - aproximações, abordagens mais ou menos ilusórias, que nos levam a outros incontáveis questionamentos, igualmente com potencial quimérico...

Então, para quê perder tempo com este fato, posto que inexorável, inelutável, mas igualmente (efetiva e praticamente) incognoscível?  A lição que fica é a necessidade de guardar o foço na vida, com todas suas nuances, que é o que (ainda que pauperrimamente) temos... 


Amanhã iremos, Bilú  e eu, para a cidade de Socorro; ela tem lá o tio Zezé (irmão de sua mãe) e esposa, simpatias! De lá vamos a Campinas; dia seguinte, rumamos a Sorocaba; apanhamos Marília no apartamento de Mariana, e voltamos, por dois dias, a Campinas. Volto de lá a São João (via Rio Claro, para poder Lívia rever a irmã depois de muitos anos) para curtir a filhota por alguns dias, antes de a levar - dia 31 de janeiro - para o aeroporto de Guarulhos, donde voltará aos EUA. Já sinto saudades, vita brevis...

sábado, 21 de janeiro de 2012

Comentários...

http://marcosbadalado.blogspot.com
(tem links para um 'monte' de outros blogs...)

Cruzes!, esta semana foi muito agitada, em termos midiáticos; aliás, esta característica moderna de elevada/variegada informação, 'compactada' e altamente acessível (via diversos meios) está cada vez mais pronunciada (mais em uns que outros estratos sociais)  em nossas finitas - e por vezes fingidiças - existências. 

De tudo o que vejo/leio, muitas vezes algo me salta aos olhos, não sei se por despreparo, se por descaso, se por falta de compromisso, se falta de estilo... Eu aprendi a ser muito cauteloso em minhas asserções (cuidado que sempre se mostra insuficiente, eu sei), para não parecerem asseverações. Que deselegância ser descortês com pessoas que pensam diferente da gente, a partir do que proferimos. Não se pode confundir a pessoa com a ideia; não adianta matar o arauto por não concordarmos com uma causa. 

Como sabem, adotei por um bom tempo a doutrina de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, mais conhecidos por 'os mórmons', por causa do nome de um seu profeta, autor de um dos seus livros sagrados. Como povo, tem uma história singular, que moldou o caráter de seus membros, trabalhadores incansáveis, dignos e fiéis, para citar uma ínfima parte de suas virtudes. Estudando Teologia e outros temas, voltei-me posteriormente para a doutrina reformada, oriunda do período tardio da Reforma Protestante (que não tem nada a ver com a doutrina SUD - Santos dos Últimos Dias), mas nunca deixei de admirar as qualidades desta Igreja e de seus adeptos e dirigentes. Consigo separar as coisas. Gente boa (e ruim) tem em qualquer lugar... Mas como organização, os Mórmons são exemplares, iguais a qualquer corporação séria, organizada, honesta. Mas todos sabemos que onde existem pessoas... Tem de tudo!

Com a campanha eleitoral americana começando a 'pegar fogo', as atenções se voltam a um dos candidatos a enfrentar futuramente o presidente atual nas urnas, Mitt Romney (http://www.mittromney.com/s/mitt-romney-2012), que é mórmon. Em algumas reportagens de prestigiosos jornais brasileiros os jornalistas afirmam que esta igreja 'é mal-vista' nos Estados Unidos. Nada mais incorreto. Como se pode lançar esta afirmativa sem citar a fundamentação, sem, como dizemos na Academia, lastrear (lastrar, de lastro) o que se pronuncia, o que se diz, dentro de contextos tão amplos? Qual a agenda subterrânea destes informes? 

O que eu acho é que os mórmons são muito invejados pela sua pujança, eficiência e eficácia no que se propõem a realizar. O mais hilariante é que os mesmos 'não dão muita bola' para seus detratores, pois eles sabem como ninguém o que é ser um povo perseguido, maltratado, espezinhado. Sua bravura e intrepidez em defender a Família e sua doutrina devia ser modelo nestes tempos ateus/materialistas, para todos os cristãos. O que muitos não sabem é que os mórmons tem projetos de auxílio a pessoas e comunidades carentes, por este mundo todo, com muitas outras denominações, sem ficar alardeando isto.

Sei que aos olhos destes profissionais jornalistas (não todos, óbvio...) tudo se mistura - religião, economia, política, blá-blá-blá - mas o que se objetiva ao escrever reportagens? Reportar? Conscientizar? (Des)Informar? Confundir? Falta Ética em muita gente, mas nesta classe de profissionais os efeitos para a sociedade são mais nefastos - criam inimizades, alimentam preconceitos e ignorância.


Lamentável.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Barafunda...

http://www.neighborhoodnewspapers.com

Nestes dias de fim-de-mundo quanta coisa se pode obter, principalmente pelos jornais... Mas o que vejo mais é a enormidade de 'fatos', misturados em tamanha baralhada que produz  enorme pandemônio na cabeça do incauto, determinando mais confusão que esclarecimento.

Não basta por vezes ter um foco ou interesse - hoje todo mundo é expert, produzindo tantas versões da realidade que não se tem balizamento para dirimir dúvidas ou sedimentar um ponto de vista confiável. 

Veja o ocorrido (uma suposta violação, de cunho sexual) no tal programa BBB da Rede Globo. Eu nunca vi este tipo de entretenimento, por razões óbvias, mas ficou onipresente em diversas mídias. Que tipo de assunto para tomar o noticiário! Mas nesta aldeia global não se consegue mais alhear-se... A qualquer hora alguém pode inquirir nossa opinião sobre o 'acontecido'...

Por estas e outras razões que sempre falo que a leitura de boa literatura, de bom textos é o que mais faz falta ao pessoal hoje em dia. A rapidez das mudanças traz esta superficialidade em tudo, esta mesmice, esta certa 'preguiça mental' em analisar os eventos e suas relações. Sim, hoje tudo é 'relativo' - parece que não se pode, por vezes, precisar o critério basilar que moldaria uma abordagem profícua de qualquer assunto. 

Por isso, insisto que a religião verdadeira continua sendo como que um corrimão, uma barra de ferro num denso nevoeiro, nestes tempos turbulentos - a busca por uma totalidade de valores conectados em torno de referenciais bem demarcados que possam significar as ações (aquilo que resulta de um agente, com determinada intencionalidade, realizar atos, comportamentos), que guardam enorme complexidade. A existência desta tríade agente-intencionalidade-conduta implica em risco enorme ao se analisar (as ações) de maneira simplista, reducionista.  Explico melhor. Imagine o ato de puxar um gatilho. É um comportamento bem delimitado, que se pode filmar e descrever como tal e tal músculo do dedo tal se flexiona ou contrai, aplicados com tal força acima de uma determinada peça de armamento, resultando no 'puxar o gatilho'. São ações diferentes se praticadas por agentes diferentes (imagine uma criança que pega o revolver do pai em cima  do guarda-roupa, para brincar de 'moçinho' com o coleguinha; um ladrão que empunha e dispara um revolver para praticar assaltos; um soldado constitucionalmente comissionado pelo seu país a atirar em inimigos no campo de batalha) com suas diversas intencionalidades... Como se pode analisar legitimamente o ato de puxar o gatilho de uma arma nestas 3 situações? - temos, assim, 3 ações diferentes.

Como avaliar, analisar apropriadamente ocorrências, qualquer tipo onde está presente o homem e suas ações, sem a posse de um certo tipo de metodologia mental como a que esbocei acima - o que só se aprende se se dispuser calma, serena e detidamente a meditar e considerar os constituintes fatos e valores deste mundo agitado? Quanta afobação se vê hoje em dia, principalmente nos alunos, cáspite! 

Lembro-me dos meus tempos de meditação zen-budista (umas das investigações existenciais que percorri em minha juventude de estudante de Psicologia) - estudei a vertente Soto-Zen, que  pratica o exercício do silêncio sentado, respirando - onde o que mais se ensinava era a 'limpeza' da mente da mixórdia natural do pensar, do estar acordado. Estar consciente significava expurgar a 'mente de macaco', que fica pulando ali e acolá, sem se fixar apropriadamente em um objeto que forneça utilidade existencial.  Bons tempos... Ainda é valiosa prática.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Outro aforismo de Oscar Wilde

Oscar Wilde
Obtido agora de www.fanpop.com

Do libreto de aforismos do grande literato: 'A alma nasce velha e se torna jovem. Eis a comédia da vida. O corpo nasce jovem e se torna velho. Eis a tragédia da alma.'  Uma das grandes contradições da existência, o remoto dualismo corpo-alma. René Descartes foi marcante na discussão da matéria com sua obra As Paixões da Alma, ainda que na oportunidade tenha se valido (sabe-se hoje), alí e acolá, de cavilosos argumentos linguísticos na defesa de sua posição, o que, em princípio, não o desmerece.

Interessante a verve de Wilde: a alma nasce velha: desde a pré-história nascemos de mulher do mesmo modo, mas a alma é aquilo que nos faz diverso de todo o resto, esta, a centelha que anima de modo peculiar uma massa corpórea, assemelhada a tantas outras, mas dotada de tantas diferenciações precisamente por causa dela. Velha nasce mas se modela, se habitua, se afeiçoa, torna-se jovem, pelo conhecimento, pelo aprimoramento, pelo polimento. E este processo constitui, para Wilde, a comédia da vida, pois suscita o espanto, a admiração de quantos de debruçam a admirar este prodígio, esta maravilha (milagre?), que só rindo, agradecidos, todos e cada um, aos céus.

Agora, o corpo, que nasce jovem e se torna velho, constituindo, paradoxalmente (fechando o círculo) a própria tragédia da alma. Tragédia, querendo dizer mesmo (segundo o dicionário...)  - a ocorrência ou acontecimento funesto que desperta piedade ou horror; catástrofe, desgraça - pois a alma não vai, mais e mais, dispondo (à medida que se 'rejuvenece', aprimora-se, evolui) como desejaria, do seu substrato, do seu correlato. O aperceber-se desta inexorabilidade determina à alma perenal desalento. Não tanto por causa da consciência da decrepitude ou da finitude ou até mesmo do final aniquilamento, mas sim pela impossibilidade das duas instâncias poderem auferir de (mutual) desenvolvimentos harmônicos, in totum. 

Quantos se comportam hoje em dia como se nunca fossem envelhecer! Da Humanidade, tantos os anos de conhecimento, de aquisição de sabedoria, não instam a muito(a)s a modular, a equilibrar a existência, a subjugar as paixões e os arrebatamentos, a domar as pulsões... Resultado: ocasos melancólicos, caliginosos, caídos, desapreçados, desolados, solitários...

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Nathanael e Izabel

foto por Lucas V. Dutra

Tenho um casal de amigos que conheci numa Comunidade Presbiteriana que frequentei e que saí ainda no ano passado, por absoluta impropriedade comportamental do pastor que lá presidia. Mas ficou a amizade com este casal; semanalmente vou à casa deles ajudar ao 'Natha' a colocar no papel suas memórias (que ele tem muito bem preservada, apesar da idade) - já temos mais de cem páginas de um livro a ser publicado neste ano. Costumo acompanha-los em cultos e outras atividades; é um casal alegre e damos muitas risadas. Suas filhas (tem 3) e netas moram distantes e ocasionalmente os visitam, e eu 'ajudo' a tomar conta deles... mas longe de ser certo tipo de encargo, e sim divertimento. Eles são muito abençoados por terem uma 'secretária', senhorinha maravilhosa que os assiste nas atividades domésticas.

Sempre me dei com pessoas muito mais velhas que eu, desde criança. Achava que tinham mais paciência comigo e sempre pareciam se alegrar com minhas palhaçadas. Tive certa vez uma amizade que durou muitos anos, com um senhor aposentado da Rede Ferroviária Federal, que residia em Bauru, à rua Azarias Leite - cheguei a visitá-lo várias vezes. Seu nome era Balbeíno Ribeiro de Lacerda. Eu o conheci num congresso do movimento católico romano dos Focolares, em Piracicaba (SP) no início dos anos 70. Eu disse a ele que lhe escreveria cartas mas ele não acreditou, como me segredou tempos depois. E mantivemos a amizade até que ele, viúvo e sem filhos, foi acolhido por uma sobrinha em São Bernardo do Campo e eu nunca mais soube dele, pois já apresentava, ao fim dos anos 80, certa debilidade provecta. Cheguei a guardar uma caixa de papelão de proporções médias cheias das cartas dele, e ele disse que também tinha uma caixa repleta em sua casa, pois  tínhamos o costume de quando chegava uma correspondência, escrevíamos outra imediatamente em seguida, comentando fatos e trocando idéias (naquele tempo não tinha internet...).

Não sei se, maximizado pela minha idade (medianamente) avançada, estes temas da velhice ficaram ainda mais 'impactantes', como se diz. Mas sempre fiquei impressionado com o descaso que a juventude trata os idosos. Achava e acho absurdo o fato de que certas pessoas 'não pensam' que um dia irão também ficar velho(a)s... A injustiça ao próximo tem seu ápice no tratamento desrespeitoso que a sociedade ministra àqueles que um dia a ajudaram a ser o que é, para o bem ou para o mal. Quando estudei o tema da violência interpessoal vi que o subtema de violência contra o idoso é o que concentra os detalhes mais deploráveis. É da natureza humana esta propensão, que fazer. Volto ao assunto.

Tempos modernos

Foto de Rodrigo Baleia (AE)
obtida agora de www.cartacapital.com.br

Estava agora à tarde, passeando por Poços de Caldas (Minas Gerais) confabulando com Ruteca. Eu estava reclamando que minha memória anda falhando (ainda mais que vi, hoje, no jornal Folha de São Paulo, que estudos ingleses afirmam que certo declínio cognitivo ocorre após os 45 anos, e não depois dos 60, como se acreditava até então) e ela ponderou que, em nossa mocidade, não havia tanta estimulação, tanta solicitação de nossa atenção como agora. Pode ser mesmo que, com menos itens a processar, a assimilação de objetos pela mente era mais facilitada. Esta é uma questão já há muito debatida pelos especialistas, não levando a resultados definitivos. Mas é inegável que, atualmente, o caudal de informações oferecidas/despejadas em nossas cabeças, a cada momento, é avassalador.

Fizemos o 'link' deste fato com a religião. Muitas pessoas hoje agem como ateus ou agnósticos, desdenhando da espiritualidade como significador em suas existências. Já é sabido o resultado para a pessoa quando falta em sua vida um amplo referencial, um amplo patamar que dê foco ao agir diuturno. A voragem que a velocidade dos acontecimentos  determina para o existir hoje em dia impede a pessoa de verificar/tratar a efemeridade dos valores. Resultado - insegurança, ansiedade, desorientação, impaciência...

Somos, todos e cada um, aparentemente mais solitários, isolados, ensimesmados, apesar das distâncias do outro parecerem menores, e isto principalmente pela moderna parafernália, disponível, para qualquer um, para entrarmos em contacto com este outro. Paradoxos modernos... Vejo que, a cada vez, faz-se necessário, como se diz, 'voltar ao básico' - resgatar, recuperar o modo de ser do homem que se relaciona calma e proficuamente consigo e com os demais, coisa complexa, trabalhosa de se auferir - noção contrária (este modo de ser) àquilo que os gurus da modernidade (tantos oráculos existem hoje! e quase todos best-sellers...) simplisticamente consideram. 


Notícia auspiciosa: minha filha Marília, depois de longo tempo, virá semana que vem a brazólia nos visitar... que saudade! Vamos colocar a conversa em dia. Quando criança, eu a chamava um 'pingo' (de mel), pela cor do cabelo e pela doçura. Acho que só eu a chamo assim. Vai ser remoçador! Já sinto saudade quando se for...

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Começo de ano

Meu primeiro post deste ano... gostaria de escrever algo mais 'palatável' mas, de ler as notícias, desanimei. Os jornais exploram demasiado o tema dos acidentes automobilísticos, e o resultado é ficarmos chocados com a ignorância das pessoas. Gosto de iniciar a conversa com uma gravura, uma foto, uma imagem, só que não vai ser possível... Eu havia entrado no google images para pesquisar algo mas, colocando o termo 'acidentes automobilísticos' no robot, as cenas que foram devolvidas, de acidentes e de corpos destroçados são horríveis - daí percebi que seria apropriado aqui-agora. Pelo menos valeu para relembrar como somos efêmeros, cascas que podem ser aniquiladas num estalar de dedos, num piscar de olhos, como se diz.

Quantas famílias destruídas pela morte no trânsito, decorrentes em grande medida pela embriaguês. O menos triste é saber-se da certa impunidade que abrange esta esfera de decidir abusar do álcool + decidir dirigir um veículo + impingir sofrimento/morte ao semelhante pela nossa imprudência e imperícia  decorrentes do estado alterado de consciência que a bebida determina. A maior perda, da vida ou da saúde ou da qualidade de vida, é inimaginável quanto à dor e revolta; só quem vivencia que pode saber. E isto normalmente atinge além da(s) vítima(s) todos os familiares. 

Falo sempre para Ruth como é desalentador viver num país onde, a começar pela elite (em especial nossos políticos), as pessoas se mostram despreparadas, 'amadoras' em seu fazer, e isto problematizado pela amoralidade, aparente ou real, que as pessoas demonstram nas relações com o semelhante ou com a causa pública.

Já não é hora de apenar-se com mais severidade os celerados que dirigem alcoolizados? Vi numa reportagem que um destes assassinos do trânsito já havia se envolvido em acidente com vítima anteriormente. Não era caso de estar, ao menos, sem a Carteira Nacional de Habilitação? Será que eu é que sou falto de bom senso em assim julgar esta obviedade? Não dá para entender. Por estas e por outras é que nosso sistema judiciário e os políticos estão entre as instâncias mais desacreditadas pela sociedade. Bom, mas aqui em Brazólia, a considerar o nível do apreço a que os professores foram nas últimas décadas rebaixados, tudo se pode esperar... Que Deus nos proteja.