segunda-feira, 24 de outubro de 2011

GO - Grupo de Oração

barns grand tetons mountains
Obtido nesta data de
http://rst.gsfc.nasa.gov/Sect6/Sect6_6.html

          Hoje à tarde houve mais um encontro do GO das segundas feiras (tenho outro, às quintas feiras, sempre aqui no meu apto.), que a cada semana se reune alternativamente na casa de cada membro. Sempre é edificante, um bálsamo!
         
          Todos nós sabemos que ORAÇÃO é como se fosse o ‘fôlego da alma’, que nos é dado por Deus Pai, Filho e Espírito Santo, graciosamente, para nutrir nossa relação vital com Ele, para ajudar a constituir o sentido de nossa existência e cultivar a vida entre as pessoas. A oração é uma das maneiras mais belas de vivermos a Fé Cristã: pela oração reconhecemos a total dependência para com nosso Pai Celestial.
  
          A intenção destes GO é propiciar uns aos outros um tempo de compartilhamento, agradecer e orar pelas nossas necessidades e de pessoas que nos solicitam, e realizar um pequeno estudo dos ensinamentos da Bíblia, tanto do Antigo como do Novo Testamento. Não realizamos normalmente qualquer tipo de pregação com esta atividade ecumênica, que é aberta a todos (qualquer um pode convidar quem quiser para comparecer). O desejo é somente reunir cristãos e/ou demais interessado(a)s em compartilhar suas orações e interceder por aqueles que necessitam, além de apreciar as verdades e tesouros do Evangelho.

            Uma reunião típica se inicia com um bate-papo informal, segue-se o breve entoar de hinos (um ou dois) e o registro em livro próprio das intercessões solicitadas para o grupo. Após, são oferecidas orações audíveis pelos membros presentes que desejam orar e, em seguida, há a leitura e debate sobre os ensinamentos contidos em uma passagem bíblica. Habitualmente quem hospeda a reunião de oração serve chá (ou refrigerante) e biscoitos (ou bolo, etc.) ao final, antes do papo final e das despedidas.

           É comum o pessoal comunicar que 'estava esperando a semana toda'  pela segunda feira, para participar do GO. Sentimos falta mesmo do encontro, quando não se pode participar, por um motivo ou outro... É uma hora abençoada!

          Quem sabe você não se anima a organizar um GO em sua casa - faz um bem danado!

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

aula... e dica de site de imagens grátis!

Image: vorakorn kanokpipat / FreeDigitalPhotos.net

           Olha só que imagem incrível! Obtive -a agora, grátis, no site citado acima (conforme instruções dos mesmos) que tem milhares de imagens, uma mais linda que a outra... Para quem aprecia fotografias, um 'prato cheio'!!

          Ontem ministrei auma aula sobre técnicas de psicologia humanista-existencial, da vertente rogeriana, para alunos do sexto semestre. Para mim foi um momento especial. Pude esclarecer muito do meu modo de ser como docente, coisa que muitos alunos tem dificuldade de discernir. Fico feliz em poder ser cristalino e autêntico em minhas relações com eles. Como sempre digo, penso não somente no aqui-agora da vivência da sala de aula, mas n'eles como meus colegas e profissionais logo-aí, no próximo futuro...

          Esta minha experiência choca-se com uma constatação que a cada vez se apresenta à minha pessoa. Os relacionamentos hoje em dia estão com tonalidades que eu desconhecia até a poucos anos. Não sei se a velocidade das diuturnas e polifacetadas exigências e/ou o fluxo cada vez mais "bombardeante" dos dados e informações que caem sobre nossa cabeça que cooperam, no seu conjunto, para nos deixar cada vez mais alienados de nós mesmos nestas relações que somos confrontados a cada minuto. Constato isto por inúmeros 'sinais' (que denomino 'sintomas'), sendo talvez o mais insidioso o fato das pessoas 'não escutarem' o que você diz. Parece que somos, no mais das vezes, platéia para discursos solipsistas, ensimesmados, apartados. O outro definitivamente parece, nestes tempos pós-modernos, transmutado no 'inferno' a que aludiu Sartre. Mas eu acho mesmo que (por nossa humana deficiência intrínseca neste amplo, complexo entorno social hodierno) transformamo-nos, para cada qual de nós mesmos, em vera inferneira para nossa mútua compreensão e enfrentamento... Será que tem jeito?

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Caramba, esqueci...

ilustração obtida nesta data de
http://hypescience.com/com-o-erro-se-aprende-a-errar/

          Chateação! Segunda feira fomos, Ruth, Lívia e eu, a Campinas apanhar nossos passaportes e nem me dei conta de pagar boletos que venceram no fim de semana e no dia aprazado. Agora terei que ir de banco em banco (onde o título está em cobrança) pagar cada 'fatura', pois tem juros, etc... Ah, estas modernidades! E o pior é que fiquei à noite descansando - lendo e vendo TV - da maratona que foi o dia (fomos também ao shopping Iguatemi, o melhor da cidade; almoçamos com os irmãos num almoço festivo na casa dos meus pais...) e poderia ter pago via web facilmente as pendências. Quando se envelhece ficamos mais esquecidos, realmente, mas parece que este problema não me apoquentava quando jovem (ou eu não lhe dava a devida importância, não sei dizer...).

          Agora, quarta feira cedo - 6 e 30 da manhã (hora que normalmente já acordei 'faz tempo'...) - feriadão, com este silêncio adorável, ouvindo o chilreio dos pássaros lá fora (como tem pássaros aqui! ah, também  lagartos, alguns grandes...) coloco minhas idéias em ordem. A mesa está uma bagunça, com  papéis para arquivar, livros e diversos objetos e outras coisas para processar. Ao meio dia temos churrasco para nos divertir, com gente jovem, todos colegas de faculdade de Bilú. Antes, farei minha ginástica diária (ou quase...): pular no mini-tramp uma hora, frente à TV, 'escaneando' os canais...

          Ontem à noite, véspera de dia comemorativo do Dia das Crianças, pouquíssimos alunos foram à aula. Ministrei a somente 5 estudantes, e fiquei mais uma vez triste pelas pessoas que não puderam privar da estimulante aula. Discorremos sobre um importante assunto - as condições da relação de ajuda, segundo Carl R. Rogers, dentro da disciplina de Psicologia Humanista-Existencial - entendimento primacial dentre as práticas psicoterapeuticas neste campo do saber. Notei que outros cursos lá de nosso Centro Universitário não tiveram uma presença sequer, e isto em várias classes. Não entendo este tipo de 'desânimo' de nosso alunado. Na verdade nem sei se é desalento ou um tipo de preguiça que se nos assalta cotidianamente, pela enormidade de compromissos e estímulos que esta pós-modernidade nos determina. Mas para esta moçada fugidia esta evasão (pode ser entendida aqui esta palavra especificamente ou no sentido figurado, veja só a polissemia...) é-lhe de certo modo desastrosa: não volta mais esta vivência, esta significativa intelecção. Nem digo pela falta que fará na avaliação de aprendizagem que procederemos ao final do semestre, mas pela oportunidade perdida de segura vivência que cooperaria para moldar, de modo modelar, sua vida profissional.

          A razão desta digressão se perfaz, se apresenta sempre à minha consciência visto que a enormidade de dados e informações (no âmbito mais técnico estes termos tem significações diversas!) impõe novo tipo de escravaria ao cidadão - não dispomos naturalmente de cabedal apropriado para lidar com esta enxurrada... Muitos, ouso dizer - a maioria -  não sabem o que fazer com tanta opinião e conhecimento expressos em revistas, jornais e livros, TV, informes acadêmicos, documentos, relatórios técnicos, ou seja, textos diversos que nos são 'despejados' ininterruptamente... Como formar, em meio a esta torrente, um senso crítico? Creio que este desafio, o criticismo (à vezes leio 'criticidade' - existe?), é o maior que se impõe aos educadores daqui para a frente...

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Steve Jobs



          Impossível passar em branco... Que bonito ver uma pessoa passar por este mundo e deixar a sua marca! Sei que cada pessoa tem sua importância, e não tem sentido fazer comparações - esta 'briga' é de cada um consigo mesmo. Mas este rapaz - um ano mais novo que eu - inegavelmente contribuiu para que o mundo ficasse bem melhor. Eu não conheco os produtos da Apple - se fosse mais barato ou eu necessitasse para meu trabalho seguramente os teria examinado, mas não é necessário experimenta-los para saber de suas inegáveis qualidades. Steve foi um gênio na inovação, no marketing e na comunicação. Mas não é somente pelas inovações e produtos que Steve vai ser lembrado.

          Existe um video no YouTube ( http://www.youtube.com/watch?v=D1R-jKKp3NA ) onde Steve faz um discurso para formandos na universidade americana de Stanford, em 2005. Vale a pena assistir (está em inglês). Na página de um dos jornais de notícia da TV Globo apanhei uns trechos traduzidos deste discurso que irei comentar brevemente ( http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2011/10/confira-frases-marcantes-do-co-fundador-da-apple-steve-jobs.html ).

          Ele abordou ali muitas coisas interessantes, que valem para todos nós, e fico pensando em meus alunos - gostaria que alguns deles lessem e meditassem nisto...  "Às vezes a vida te bate com um tijolo na cabeça. Não perca a fé. Estou convencido de que a única coisa que me fez continuar foi que eu amava o que eu fazia. Você precisa encontrar o que você ama. E isso vale para o seu trabalho e para seus amores. Seu trabalho irá tomar uma grande parte da sua vida e o único meio de ficar satisfeito é fazer o que você acredita ser um grande trabalho. E o único meio de se fazer um grande trabalho é amando o que você faz. Caso você ainda não tenha encontrado  [o que gosta de fazer], continue procurando. Não pare. Do mesmo modo como todos os problemas do coração, você saberá quando encontrar. E, como em qualquer relacionamento longo, só fica melhor e melhor ao longo dos anos. Por isso, continue procurando até encontrar, não pare".   Esta coisa de fazer com amor as coisas que nos são caras é importantíssimo! Vejo com tristeza que alguns alunos estão fazendo seu curso sei lá o porquê. Passam uma impressão ruim do resultado de seu estudo para seu ser, seu futuro... No meu tempo de faculdade, a imensa maioria de meus colegas era apaixonada pela Psicologia, e os professores adoravam dar aulas em nossa classe porque a gente era comprometido e discutia com ardor os assuntos; líamos os textos, preparávamos as tarefas, prestávamos muita atenção e participávamos de tudo quanto surgia na Universidade... Muitos de meus colegas de classe fizeram Mestrado e Doutorado... Parece que tem mais gente 'perdida' hoje ou é porque estou ficando velho??

          O que mais me tocou neste discurso foi ele discutir sobre a morte, tema que me fascina:   "Lembrar que eu estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que eu encontrei para me ajudar a fazer grandes escolhas na vida. Por que quase tudo – todas as expectativas externas, todo o orgulho, todo o medo de se envergonhar ou de errar – isto tudo cai diante da face da morte, restando apenas o que realmente é importante. Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira para eu saber evitar em pensar que tenho algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir o seu coração.   (...)   Isto foi o mais perto que cheguei da morte e espero que seja o mais perto que eu chegue nas próximas décadas. Tendo passado por isso, posso dizer agora com mais certeza do que quando a morte era apenas um conceito intelectual: ninguém quer morrer. Até mesmo as pessoas que querem ir para o céu não querem morrer para ir para lá. Ainda, a morte é um destino que todos nós compartilhamos. Ninguém conseguiu escapar dela. E assim é como deve ser porque a morte é talvez a melhor invenção da vida. É o agente que faz a vida mudar. É eliminar o velho para dar espaço para o novo. Neste momento, o novo são vocês, mas algum dia não tão longe, vocês gradualmente serão o velho e darão espaço para o novo. Desculpa eu ser tão dramático, mas é a verdade".  (aviso: os 'links' já vieram com o texto...) 

          Que lições magníficas! Concordo em genero, número e grau! Sinto-me reconfortado em ver que penso como ele... Ainda hoje vemos como estas questões humanas da finitude e o aniquilamento são existenciais; constituem, também, nossa maneira de ser. Veja como ele conecta esta perspectiva da cessação de tudo com as questões vitais de se entregar de coração à vida, de mudança, das expectativas,  das perdas, e de se 'ter' que agradar as pessoas... Gostei da posição que ele teve ao falar do enfrentamento da morte, como que prenunciando, anos atrás, o que ele passou agora. Percebo que ele deve ter divisado este seu momento (que é-será de cada um) de modo digno, uma maneira especial de coroar a sua existencia enquanto esteve entre nós. Uma grande pessoa, sem dúvida. Todos morremos um pouco ontem, mas com ele, seu legado e sua presença celebramos a vida!

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

não costumo disseminar 'spam', mas este...

(recebido pela web) Ele está com celular!!! Ô modernidade!
"Se a moda pega"...

          Recebi da amiga Naísa esta piadex, que achei sintomática de nossos tempos; tem o seguinte texto (meus escrúpulos fizeram-me editar algumas palavras, mas o sentido é  o mesmo):

Homem: Deus?
Deus: Sim?...
Homem: Eu posso lhe perguntar algo?
Deus: Claro, meu filho !!
Homem: O que é um milhão de anos para o Senhor?
Deus: Um segundo!
Homem: E um milhão de dólares?
Deus: Um centavo.
Homem: Deus, o Senhor poderia me dar um centavo?
Deus: Espere um segundo....


          Muito legal, podemos extrair milhares de ensinamentos, dependendo do olhar do vivente... Acho que muitas pessoas hoje pensam que para falar com nosso Pai Celestial o que precisamos é de um tipo de equipamento que nem o ilustrado na foto! E o tipo de pedido mais comum acho que é esse ilustrado acima! Que Deus nos livre!! 

          Na semana que vem temos o Dia da Criança. Lívia me intimou a busca-la para passar a semana toda comigo (ela não vai ter aula na escola), que bênção!  Vou colocar fotinhos aqui com os inevitáveis comentários...

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Hino "Unido com Cristo"

Imagem obtida, nesta data, de:
http://pjarquifloripa.com.br/site/apos-reformas-
cristo-redentor-e-reaberto-ao-publico/

          Ontem na Igreja Presbiteriana do Jardim Ruth e eu nos emocionamos quando foi entoado o hino Unido com Cristo (nro. 115 do Hinário NOVO CÂNTIGO, da IPB, de D. W.Whittle & S. L. Ginsburg). Ruth disse que relembrou fortemente a imagem de sua falecida mãe - D. Lourdes - entoando o hino com sua bela voz. Realmente é tocante. O refrão diz assim:

Cada momento me guia o Senhor;
Cada momento dispensa favor;
Sua presença me outorga vigor;
Cada momento sou teu, ó Senhor!

          Realmente é de arrepiar... Sou grato a Deus por Ele nunca ter me abandonado - sempre senti, mesmo quando não era - já faz tempo... - mais do que um avantesma, um reles pecador (isto o sou ainda), que haveria um dia de restaurar minha pobre existência nos ditames dEle. Minha mãezinha (junto com meu querido pai) nunca deixou de interceder pelos seus filhos, e sei que a petição de um justo pode muito, pois Ele responde, a seu tempo e sob sua inefável Soberania, nossas orações. Gratas lembranças!

          Tenho falado teteté (outro dia aprendi este termo no dicionário e achei 'o máximo'; que língua esta nossa!) com Lívia e ela quer passar a semana de 9 a 15 aqui conosco. Que bênção - irei apanha-la já no dia 8 de outubro. Vai ser muito legal - brincaremos no Clube e até vou leva-la na Universidade... Ela está moçinha e muito amiga - conversa qualquer coisa!!

          Ontem corrigi provas avulsas de várias classes. Impressiona a dificuldade de alguns dos alunos em articular seus pensamentos. Causa espécie também a quantidade de erros gramaticais. Acho que o mundo está com o rumo incerto mesmo...