segunda-feira, 22 de março de 2010

Nossa, mês de março, já!!!

Preclaros amigos...

{((...lembro-me de uma colega no ginásio - antigo 1o. grau do Instituto de Educação Joaquim Ribeiro, de Rio Claro, SP, escola modelo... - havia um professor de Português que adentrava a sala, toda aula, e saudava-nos com este 'preclaro...'. Eu fui correndo ao Pai dos Burros - o dicionário para quem não sabe o que é isso - e li logo o que significava: diletos, distintos. E nunca mais me importei com o termo - só achava pitoresco o mestre SEMPRE se anunciar assim. Mas não é que a tal colega um belo dia irrompe em lágrimas reclamando -- "Porque o senhor sempre nos xinga de 'preclaros'???" O venerando Mestre, Manuel Leitão é o seu nome,poeta, escritor e educador respeitado em nossa terra - disse, com amor, 'filha, isto quer dizer diletos, etc'... E ela, sem graça, pelo 'mico' atroz: "Ah..." e enguliu logo o choro convulsivo. Eu, chocado, fiquei cogitando com os meus botões --Porque ela não foi logo ler no dicionário o que significava aquilo??? Eu achava normal, mas não o era para a garota... ))}

Bem, feita esta digressão, suscitada pelo uso do termo; como funciona nossa memória, não é mesmo?; recoloco o assunto. Que saudades de escrever aqui. Hoje, excepcionalmente que não ministro aulas, estou aqui na sala de reunião do IPEFAE, onde sou um dos Diretores, guaratujando. Precisei vir aqui no UNIFAE, convocado que fui pela coordenação do Curso de Psicologia - temos a visita de Avaliadores do Conselho Estadual de Educação para o recredenciamento de nosso Centro Universitário, e eu fui um dos docentes convocados para dialogar com eles. Tenho certa experiência nisso, pois estive em várias avaliações da UNIFEOB, o outro Centro Universitário aqui de São João.

Outono que chega. Diz-se que vai ser mais quente que o usual, por causa do 'El Niño' - Eu sofro com isso porque detesto o calor, quando muito o tolero na praia, em baixo do guarda-sol. Um dos sinais da velhice é ver o tempo escoando célere aos nossos olhos... Que fazer. É a sina humana, inexorável. Quem tem Fé, a verdadeira, não se amofina com isso, antes roga aos Céus que o encontro com o Pai seja logo, pois, egoisticamente, esta senda é por demais exigente para nossa alma e sabemos o que nos espera do outro lado do véu. Mas para muitos publicanos e gentios a simples evocação do fatal final, da aniquilação, da extinção, faz tremer ao mais valente....

Estou estudando neste mês um tema interessante no Centro de Pós-Graduação em Teologia Reformada do Mackenzie (Andrew Junper) - Estudos Bíblicos do Pentateuco. A temática das semanas passadas foi sobre 'quão é confiável o livro de Genesis'. Muito interessante, mas quanta coisa o engenho humano labora para questionar as verdades da Sagradas Escrituras!... Creio que se torna, se reduz, ao fim e ao cabo, em digressões e questões epistemológicas. Nunca haverá consenso, na Academia, sobre isso, pois o que se questiona são muitas dimensões e aspectos, e o ferramental filosófico, intelectual, racional, lingüístico, literário, arqueológico, sociológico, antropológico, psicológico, etc., para lidar com os questionamentos é infindável...

Outra coisa que me causa espécie é a enormidade de energia que os evangélicos, ao ficarem dando caneladas, beliscões e esbarrões uns nos outros (para não falar de atos outros, de maiores intensidades, de todo descabidas, pois os considero uma contradição em termos...) dissipam, quando deveriam estar irmanados em proclamar o Evangelho de Cristo ao que ainda desconhece as Boas Novas... Para quem não conhece, veja a Revista Ultimato, de Viçosa, MG, editado pelo Reverendo Elben Cesar. Outro dia li também outra revista cristã, Cristianismo Hoje, e fala sobre o mesmo tema. Que pena, quanta contradição e perda de foco!...

abraços a todos. Prometo vir mais vezes...