sábado, 19 de setembro de 2009

Reminiscências...

Neste sabadão friorento e chuvoso, estou agora aqui em meu apartamento, no escritório que eu mesmo desenhei - na verdade, um espaço composto basicamente de uma peça de mobília de madeira feito sob medida, compreendendo uma mesa suspensa, em forma de 'v', num canto da parede, com uma estante (colocada de modo equidistante acima da mesa, a 30 cm.) que lhe percorre toda a extensão. Entre a estante e o tampo da mesa coloquei computador, impressora, scanner, e toda sorte de utensílios que um professor pode ocupar, além de porta-retratos diversos, chicletes, minha figura do Shrek, lembranças e outros objetos. Tenho tendência a acumular coisas, como minha mãe. Não, não é um apego daninho, como se pode pensar, mas algo positivo, como que para se resignificar constantemente através dos objetos. Nada mais rejuvenescedor do que cultivar lembranças, ainda que isto possa ser polêmico. A vida é para ser celebrada, e o que fizemos e tivemos faz parte de nós, tanto quanto o aqui-agora que pensamos deter.

Eu tinha planejado escrever tantas coisas nestas semanas, mas se não posto as idéias quando ainda estão frescas, parece-me depois que já não se faz meritório. Hoje "falei" via MSN com minha filha Marilia, que mora em Utah, EUA, mais precisamente em Salt Lake City, sede de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, onde já estive duas vezes em seu magnífico Templo. Ela pretende acelerar seus créditos na faculdade de Psicologia e se graduar no ano que vem. É muito especial a idéia de um rebento seu seguir a mesma profissão que você escolheu. Será uma experiência marcante em minha vida. Ela e eu já "trocamos algumas figurinhas", apesar d'eu ter me formado há mais de trinta anos, e numa faculdade brasileira, ainda que esta tenha tanta influência (ainda hoje) das abordagens norte-americanas de psicologia.

Nestas semanas todas que se passaram, o que mais sobressai é o passamento da minha sogra, D. Lourdes Pereira Barroso, aos oitenta e três anos, de maneira súbita mas suave (faleceu dormindo, e sem estar enferma, há pouco mais de um mês). Deixou um enorme vazio, principalmente na vida de minha esposa, que se emociona todo dia ainda.

Para terminar, tive um dia dos Pais triste e alegre este ano - triste por causa da distância total dos meus filhos (não "vi" nenhum crescer...) e netos, mas alegre por ter recebido um mimo simbólico de uma criança na cerimônia do cultinho infantil da Escola Dominical da Igreja Presbiteriana da Vila Brasil, onde sou professor e Diácono. Penso em adotar uma criança, já que Ruth não pode mais conceber. Que falta faz a companhia de quem amamos tanto!